O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado ao Hospital DF Star nesta quarta-feira, 7, para a realização de exames. O magistrado atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-chefe do Executivo após ele ter caída e batido a cabeça em um móvel na sala especial onde está preso, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF), na madrugada de terça-feira, 6.
Bolsonaro será submetido a uma tomografia e uma ressonância magnética do crânio e a um eletroencefalograma, procedimento que avalia a atividade do cérebro.
Na decisão, o ministro relembrou que, no dia 22 de novembro de 2025, determinou a disposição de atendimento médico em tempo integral para o ex-presidente Bolsonaro, “o que garantiu seu pronto atendimento pela equipe média da Polícia Federal, que considerou a ausência de necessidade de remoção imediata do custodiado ao hospital”.
Com a solicitação da defesa a apresentação de pedidos médicos específicos, Moraes determinou que o transporte e a segurança de Bolsonaro devem ser feitos pela PF, “de maneira discreta”, com desembarque feito na garagem do hospital.
Um relatório médico elaborado pela corporação na terça já havia indicado que o ex-presidente tinha uma “superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo.
Segundo o documento, Bolsonaro estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”. A PF também aponto que o ex-presidente tinha motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas” e apresentou “leve desequilíbrio” ao ficar em pé.