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Moradores protestam contra cemitério boliviano por enterros de vítimas da COVID-19

Moradores protestam contra cemitério boliviano por enterros de vítimas da COVID-19

Grupo de manifestantes em Cochabamba, em 3 de julho de 2020 - AFP

Os moradores de um bairro da cidade de Cochabamba, no centro da Bolívia, protestaram nesta sexta-feira (3) contra os enterros e cremações dos mortos pela COVID-19 nesse local, e exigiram que fossem suspensos.

“Entendemos a questão de cidadania, mil desculpas, mas é para a saúde de nosso bairro, muitos de nós já estamos com alguns focos de infecção respiratória”, disse o morador da região, Edson Guzmán, que participou durante horas de uma manifestação do lado de fora do cemitério geral da cidade.

No cemitério, as autoridades do governo municipal e regional abriram novos túmulos nesta semana para enterrar 250 pessoas mortas pelo novo coronavírus. Na próxima semana planejam cavar mais 500.

As empresas funerárias reclamaram nesta semana que não puderam realizar enterros no local, por causa da falta de espaço, e que também tiveram que esperar por até três dias para cremar os corpos, por causa da superlotação do único crematório da cidade.

Essas empresas ressaltaram que ainda há cerca de 40 cadáveres de vítimas da COVID-19, ou de casos suspeitos, que ainda estão em suas casas, sem poder ser enterrados.

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“Não queremos cremação!”, gritavam os manifestantes, enquanto carregavam cartazes com mensagens como “Chega de sepulturas”, e “Não queremos valas comuns, tememos por nossa saúde”.

O vice-prefeito da região, Andrés Palacios, descartou a proliferação do vírus pelo local. Segundo ele, o cemitério aplica “medidas de biossegurança e, é claro, elas não são perigosas, pelo contrário, ajudam a mitigar o avanço do coronavírus”, informou.

O vice-prefeito de Cochabamba, Edwin Paredes, pediu que os moradores entendessem a dor das famílias que não conseguem enterrar seus entes queridos.

“Vocês sabem como é sofrido, como é perder um ente querido e, nessa condição, peço-lhes para refletir um pouco”.

Após a manifestação, autoridades e moradores concordaram em se reunir na próxima semana, para aprender mais sobre medidas de biossegurança.

A região de Cochabamba é a terceira mais afetada no país pela COVID-19, depois de Santa Cruz (leste) e Beni (nordeste), com 3.836 casos dos 35.528 registrados em toda a Bolívia, e 233 mortes das 1.271 no país.

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