Economia

Montadoras veem eleição de Trump com cautela

A vitória do bilionário Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos é vista com cautela pelas montadoras instaladas no Brasil. “Uma coisa é o discurso durante a campanha, outra coisa é quando entrar. Já estamos vendo um discurso mais moderado (após o resultado)”, disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, que participa do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

Um dos pontos mais ressaltados durante a campanha de Trump foi a rejeição a imigrantes, com o candidato chegando a dizer que construirá um muro entre os Estados Unidos e o México. A piora da relação entre os dois países pode fazer com que a produção mexicana de veículos, que é destinada principalmente para o mercado norte-americano, seja direcionada para o mercado brasileiro, aumentando a concorrência, alertou o vice-presidente da Chery no Brasil, Luis Curi. “Isso me preocupa”, disse.

A Anfavea, no entanto, acredita que esta possibilidade é pequena. “A indústria mexicana fez uma aposta de fabricar veículos maiores, de olho no perfil do consumidor norte-americano. Se realmente o Trump dificultar as relações com o México, eu acho difícil a produção mexicana vir para o Brasil porque o público brasileiro tem outro perfil”, explicou Megale.

No primeiro semestre, a filial brasileira da BMW fechou um contrato para exportar 10 mil veículos para os Estados Unidos, de abril deste ano a março do ano que vem. O presidente da montadora no Brasil, Helder Boavida, garante que a eleição de Trump, que mostrou um perfil protecionista durante a campanha, não representa um risco para os negócios da BMW. “Nosso comprometimento com os norte-americanos é muito grande”, disse o executivo.

Em nota, a norte-americana Ford parabenizou Trump pela vitória e disse que concorda com o republicano quando ele diz que é importante unir o país. “Esperamos trabalhar juntos para apoiar o crescimento econômico e os empregos”, diz o texto. A montadora também parabenizou os governadores e congressistas eleitos.

A também norte-americana GM não quis comentar o resultado das eleições, mas na terça-feira, 8, de passagem pelo Salão, o presidente da montadora no Brasil, Carlos Zarlenga, declarou que a GM, nos Estados Unidos ou no Brasil, trabalha com os governos que são eleitos popularmente. “Desenvolvemos os nossos negócios e desejamos o melhor para todos os países”, disse.

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