A semana

Mona Lisa sai da quarentena

Crédito: GEOFFROY VAN DER HASSELT

LOUVRE Quadro de Mona Lisa, é óbvio, foi a principal atração: Leonardo da Vinci não tem culpa da aglomeração (Crédito: GEOFFROY VAN DER HASSELT)

10 milhões de ingressos para o Museu do Louvre foram vendidos em 2018. Recorde absoluto. Em 2019, o público será tão escasso que nem há estimativa

Uma das mais famosas obras de arte já feitas ao longo da jornada humana é o quadro Mona Lisa, do genial Leonardo da Vinci, principal nome do Renascimento italiano. Na semana passada, Mona Lisa saiu do distanciamento social em que foi rigorosamente mantida durante três meses e meio. O Museu do Louvre, o mais visitado do planeta justamente devido à essa obra, reabriu as suas portas. Por motivo de segurança sanitária, os responsáveis pela casa estabeleceram que receberão diariamente cerca de sete mil visitantes e nenhum a mais — nos tempos que antecederam a pandemia, a lotação diária chegava a trinta mil frequentadores. Mesmo assim, na terça-feira 7 houve aglomeração de pessoas. Aonde? Diante dela, é claro: Mona Lisa. “Já vim ao Louvre em seis ocasiões, mas nunca consegui ver Mona Lisa por causa do excesso de gente”, disse a parisiense Helene Ngarnum. “Dessa vez, espero ficar horas observando essa relíquia de pintura”. Agora que acaba de ser reaberto, o Louvre, segundo seus diretores, espera acolher parisienses e moradores de cidades vizinhas. Na época de não pandemia, no entanto, 75% do público habitual era de estrangeiros — principalmente americanos, chineses, sul-coreanos, japoneses e brasileiros. Atualmente o museu reúne trinta mil obras em uma área de quarenta e cinco mil metros quadrados. O Louvre, ainda que esvaziado de suas peças, é um dos mais significativos espaços culturais do planeta.

Não houve crime no Museu Nacional

REPRODUCAO DE TV

Foram encerradas pela PF, no Rio de Janeiro, as investigações que buscaram as causas do incêndio no Museu Nacional. O fato ocorreu em 2018. De acordo com a polícia, não houve crime e as chamas, que danificaram metade do acervo, tiveram origem em defeito elétrico em um dos aparelhos de ar-condicionado, instalado no primeiro andar da casa.

VIOLÊNCIA
Rio de Janeiro, tráfico e milícia

MORRO DO BOREL Onipresença do crime no Rio de Janeiro: Segurança Pública que não funciona (Crédito:MAURO PIMENTEL)

O crime organizado está atuando em 1.413 favelas no Rio de Janeiro (praticamente em todas). Isso consta de relatório da Polícia Civil encaminhado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal e Ministério da Justiça. Alguns dados:

• Traficantes operam em 81% das comunidades
• Facções mais bem armadas controlam 828 dos territórios
• Milicianos dominam 19% das favelas
• Estima-se que no Rio de Janeiro estejam em ação 56 mil criminosos. Nas ruas, para combatê-los, há 22 mil policiais militares

Medicina
Avanço na cura do HIV

É cedo demais, muito cedo, para falar em cura da aids. Ainda assim, pesquisadores da UNIFESP deram um importante avanço na terapia para a eliminação do HIV no organismo humano. Um paciente de 35 anos, diagnosticado com a doença em 2012, teria sido curado após ingerir dois remédios em coquetel. Se o caso for confirmado, seria a primeira vez que a doença fora vencida somente com o uso de medicamentos. Fora do Brasil, há outros dois casos de infectados em que o HIV foi removido: um em Berlim e outro em Londres, mas que passaram por transplante de medula óssea.

Educação
O antidemocrático ENEM

FELIPE RAU

Uma enquete com os estudantes inscritos no ENEM foi a maneira como o Ministério da Educação decidiu escolher a nova data da aplicação do exame. Aparentemente, uma opção democrática se não fosse e incongruência do governo federal. Ao invés da nova data ser a mais votada, foi a menos votada. Detalhe: a desculpa é que unindo as perdedoras haveria mais votos do que a vencedora. Sendo assim, o exame acontecerá nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 – ainda que contra a vontade dos estudantes.

CAMPANHA
Palpite infeliz de Trump

A maravilhosa onda contra o racismo que se espalha em todo o mundo tem como uma de suas principais marcas a derrubada de estátuas que representam pessoas que historicamente foram escravocratas. O presidente dos EUA, Donald Trump, incorporou em sua campanha à reeleição à Casa Branca o slogan “nós vamos proteger isso”. Vergonhoso equívoco. O que Trump chama de “isso” é a exuberante imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. E ninguém está pensando em derrubar esse monumento porque Cristo jamais foi racista. Essa propaganda de campanha, segundo parte da mídia americana, foi postada na página do presidente no FaceBook.

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