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Moleza pela frente? Jogadores do São Paulo nem querem pensar e usam até talismã

Bruno Alves já lutou para não cair: “faca nos dentes”

“Não tem jogo fácil no Campeonato Brasileiro. Cada jogo é indigesto”. Com esta afirmação, Jucilei nega que o São Paulo, líder do torneio nacional com 41 pontos, terá partidas consideradas mais fáceis pela frente. “Fáceis ‘entre aspas’. Temos que encarar cada jogo como uma final”, falou o volante antes do treino desta terça-feira, o último antes da viagem para Curitiba. O próximo adversário é o Paraná, lanterna da competição que venceu apenas três vezes em 19 confrontos.

O São Paulo terminou o primeiro turno com  três pontos a mais do que o Internacional, segundo colocado. Nas próximas cinco rodadas, válidas pelo returno, o time do técnico Diego Aguirre vai ter outros encontros que podem ser considerados mais fáceis. No próximo domingo, às 11h00 no Morumbi, o duelo será contra o Ceará (penúltimo colocado). E no dia 8 de setembro, o time paulista será o mandante diante do Bahia. Nesta sequência de partidas, estão oponentes com melhor desempenho no Brasileiro. No domingo, dia 2 de setembro, o São Paulo jogará no Morumbi contra o Fluminense, hoje o nono colocado. Na teoria, a maior dificuldade será encarar o Atlético Mineiro em Belo Horizonte, na quarta-feira dia 5.

Serão 15 pontos em disputa, nove deles em jogos como mandante e três diante o último colocado da competição. E, ao contrário do que possa parecer, os atletas são paulinos não admitem qualquer comentário afirmando que daria para buscar pelo menos 12 pontos. “Sinceramente, não tem jogo fácil. Precisamos manter a mesma humildade e o mesmo foco que temos mostrado em todos os jogos”, disse o zagueiro Bruno Alves, que formou dupla de zaga no último domingo contra a Chapecoense (2 x 0). Ele lembra do ano de 2015, quando atuava pelo Figueirense e tentava escapar do rebaixamento. “A gente jogava fechadinho, com a faca nos dentes”, contou.

Esta lembrança é o argumento de que encarar times que estão no desespero é muito perigoso. Ainda mais no Brasileiro. “Eu estava conversando com o motorista que me trouxe ao CT sobre isso. Em nenhum outro campeonato nacional, um time lá de baixo ganha de quem está em cima. Mas no Brasileiro isto acontece”, afirmou. Por isso, além de humildade e foco, vale caprichar um pouco na superstição. Bruno, por exemplo, nunca dá entrevista antes de jogos. “Não falo perto assim de jogo porque a gente não ganha depois”, explicou. “Lá no Figueirense, a gente vinha de bons resultados e aceitei dar entrevista antes do jogo contra o Botafogo. Perdemos por 3 a 2″, completou.

Em compensação, ele garante que tem um talismã de um ano e oito meses de vida. Henri, filho de Bruno, já foi ao Morumbi em nove ocasiões. O time venceu seis jogos e empatou três. “Até a torcida pede para levar meu filho aos jogos. Ele dá sorte”, disse.

O “talismã” Henri e o pai Bruno Alves antes de jogo do São Paulo


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