Moedas Globais: dólar sobe, seguindo tendência de fortalecimento em meio à guerra

O dólar operou em alta nesta sexta-feira, 27, encerrando uma semana marcada pelo conflito no Oriente Médio com ganhos. Com quase um mês de conflito sendo completado, as incertezas persistem, enquanto o petróleo permanece em nível elevado. Moedas de países importadores líquidos de energia foram penalizadas no período, o que explica grande parte do fortalecimento do ativo americano perante rivais.

Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 160,23 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1517 e a libra tinha queda a US$ 1,3269. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,25%, a 100,151 pontos. Na semana, a alta foi de 0,49%.

O dólar se beneficiou em relação à maioria das principais moedas, embora o efeito tenha sido relativamente pequeno, aponta o Macquarie Group. “Apesar de ser fácil atribuir a culpa pela tímida recuperação do dólar ao interesse de traders e investidores em buscar ativos de refúgio, acreditamos que a força reflete a menor dependência dos EUA em relação ao petróleo importado”, avalia.

“De fato, a guerra é um esforço liderado pelos EUA que interrompeu a atividade econômica globalmente. Mas o mesmo aconteceu com as tarifas do Dia da Libertação de abril de 2025. Ali, porém, o que ocorreu foi uma queda do dólar diante da incerteza e do risco”, lembra. A diferença hoje é que os EUA, ao contrário da Europa e do Extremo Oriente, provavelmente não verão uma grande redução na renda real agregada como resultado apenas da alta do preço do petróleo, embora as implicações distributivas subsequentes possam ser recessivas para os EUA, avalia.

“Ainda assim, a renda real sofrerá muito mais nos países importadores de petróleo. As consequências políticas também podem ser maiores nos países importadores de petróleo se os efeitos distributivos do aumento do preço da energia forem mal geridos politicamente”, afirma.

Entre emergentes, destaque para o peso mexicano, que se desvaloriza na esteira da decisão do Banco do México (Banxico) de cortar juros de 7% para 6,75% ao ano.