O dólar operou em leve alta ante os principais rivais nesta quinta-feira, 8, após uma nova bateria de dados nos EUA melhor do que esperado, enquanto os investidores aguardam os dados do payroll amanhã em busca de rumos para a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,25%, a 98,934 pontos. Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 156,97 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1655 e a libra recuava a US$ 1,3437.
Os pedidos semanais de seguro-desemprego aumentaram menos do que o esperado – fator que tende a ser visto como positivo para o mercado de trabalho. Na mesma linha, o déficit comercial encolheu para o nível mais baixo em 16 anos.
Para analistas do ING, o mercado menos alavancado favorece a divisa americana – particularmente em relação às moedas mais sensíveis ao risco. “Caso haja uma correção significativa nas ações dos EUA, isso deve acabar sendo negativo para o dólar, já que a queda no consumo americano e no mercado de trabalho reforçaria um ciclo mais profundo de flexibilização do Fed”, explicam.
A força do dólar também impactou o euro, sobretudo após bateria de dados sobre sentimento econômico, inflação ao produtor (PPI, em inglês) e taxa de desemprego do bloco.