O dólar avançou ante a maioria dos rivais nesta terça-feira, 10, numa sessão volátil, após a divulgação de dados de varejo e emprego dos Estados Unidos. Em contrapartida, o iene se fortaleceu, caminhando para sua segunda sessão consecutiva de ganhos. Entre emergentes, o peso argentino se fortaleceu após uma série de medidas do governo.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar recuava a 154,30 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1901 e a libra tinha baixa a US$ 1,3651. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,03%, a 96,799 pontos.
O dólar acompanhou a volatilidade nos mercados acionários de NY, após dados mais fracos no varejo dos EUA e do índice de custo de emprego no quarto trimestre de 2025. Para analistas da CIBC, o índice DXY caiu provavelmente em resposta à surpresa negativa nos indicadores. “A ampla gama de dados dos Estados Unidos começa a indicar uma modesta desaceleração na tendência subjacente da economia”, diz o banco, em nota.
Os investidores também aguardam os dados do payroll, amanhã, e os de inflação ao consumidor na próxima sexta-feira, por mais sinais do estado da economia norte-americana.
Mais cedo, o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, defendeu a recente desvalorização do dólar como “natural” ao afirmar que a mudança no câmbio favorece o comércio e o crescimento econômico americano.
Na contramão de outras moedas, o iene continuou se valorizando ante o dólar ainda diante da reação à vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições legislativas. Na mesma linha, o peso argentino também subiu frente à moeda americana enquanto o Banco Central da Argentina (BCRA) intensifica suas compras de dólares no mercado livre de câmbio e o governo tenta avançar a reforma trabalhista no Senado, ao mesmo tempo em que altera regras de depósito em dólares.