Economia

Moedas globais: dólar se valoriza com dados positivos nos EUA e impasse

O dólar se fortaleceu perante a maioria das moedas nesta quinta-feira, 22, com o impasse sobre um acordo por um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos, e dados positivos divulgados no país. Na Europa, indicadores negativos pressionaram o euro, enquanto as dificuldades nas negociações entre Reino Unido e União Europeia ajudaram a desvalorizar a libra. Entre os emergentes, a decisão de política monetária do banco central da Turquia levou a lira turca a renovar mínimas históricas.

O dólar corrigiu parte das perdas registradas nas últimas quatro sessões. O índice DXY, que mede a variação da moeda dos EUA ante uma cesta de seis rivais fortes, subiu 0,37%, a 92,951 pontos. O dólar se valorizou frente ao iene, e era cotado a 104,90 no fim da tarde em Nova York.

Com foco nas tratativas por um novo acordo nos EUA, o impasse deu impulso positivo ao dólar. Após a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, sinalizar, em entrevista à MSNBC, que uma nova legislação pode aprovada antes da eleição, o dólar chegou a diminuir os ganhos. No entanto, ao longo do dia, a tendência foi retomada, com a Casa Branca mostrando mais ceticismo sobre o assunto.

Os pedidos de seguro-desemprego semanais caíram mais de 50 mil, para 787 mil, o nível mais baixo desde março, e “cair abaixo de 800 mil desencadeou uma elevação automática para o dólar, uma vez que moderou os temores de uma desaceleração na retomada”, apontou a Western Union. As vendas de moradias usadas avançaram 9,4% em setembro ante agosto nos EUA, acima da previsão dos especialistas.

O índice de confiança do consumidor da zona do euro recuou a -15,5 em outubro, ante previsão de -15,0 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Em meio à segunda onda de covid na Europa, “e as restrições de negócios resultantes colocaram uma nuvem sobre as perspectivas de recuperação do continente, potencialmente limitando as vantagens para o euro”, afirmou a Western Union sobre a moeda comum, cotada a US$ 1,1821 no mesmo horário. Na comparação com os EUA, houve reforço de que o país está se recuperando mais rápido que o outro lado do Atlântico.

“A libra continua a crescer e diminuir, juntamente com as perspectivas de um acordo com a Brexit antes do final do ano”, apontou a Western Union. Sem sinais positivos para o acordo, a libra se desvalorizou frente ao dólar nesta quinta, e era cotada a US$ 1,3076.

A lira atingiu sua mínima histórica, em dia no qual o banco central da Turquia decidiu manter a taxa de juros do país em 10,25%. O dólar era cotado a 7,9463 liras, no mesmo horário.

Na Argentina, o peso recuou perante o dólar, e o oficial era cotado a 78,0195 pesos. Já no mercado paralelo, a imprensa local registrou mais um valor recorde, com o chamado “dólar blue” comercializado a 183 pesos. A alta ocorre após medidas cambiais recentes do governo argentino, que impulsionaram os valores no mercado paralelo, e em meio às negociações do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por mais um pacote de ajuda.

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