O dólar registrou alta ante pares rivais nesta quarta-feira, 29, enquanto o mercado assimila declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, em coletiva de imprensa após o anúncio de flexibilização monetária.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia a 98,667 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar subia a 152,84 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1597 e a libra tinha queda a US$ 1,3192.
A moeda norte-americana já operava com sinal positivo durante a manhã, e ampliou os ganhos após o anúncio de diminuição dos juros em 25 pontos-base pelo Fed e as declarações de Powell, em tom mais hawkish, que indicam que uma nova flexibilização não deve ser dada como certa.
Dados do CME Group apontam que subiram para 17% as chances de haver manutenção dos juros no mês de dezembro, ante 9% registrado ontem.
Também reagindo a cortes nos juros em 25 pb (pontos-base) pelo banco central do Canadá (BOC, na sigla em inglês), o dólar do país estava, no horário citado acima, próximo à estabilidade ante o seu rival norte-americano. Durante o dia, a moeda canadense chegou a atingir a máxima em quatro semanas após o BOC sinalizar o fim do afrouxamento monetário.
Já a libra esterlina caiu para o nível mais baixo em dois anos e meio em relação ao euro e para o nível mais baixo em três meses em relação ao dólar. Analistas da Monex Europe atribuem esta queda ao aumento nas preocupações fiscais do Reino Unido. “Suspeitamos que os mercados apenas começaram a precificar as dificuldades econômicas que se aproximam, com a ministra das Finanças, Rachel Reeves provavelmente optando por aumentar os impostos para cobrir o déficit”, ponderam.
Investidores aguardam agora o encontro entre Donald Trup e Xi Jinping, que deve acontecer hoje à noite na Coreia do Sul, com amplas expectativas de que um acordo seja firmado.
*Com informações de Dow Jones Newswires