O dólar operou em queda nesta terça-feira, 03, ante rivais, à medida que os investidores monitoram desdobramentos dos atrasos na divulgação de dados econômicos nos EUA, enquanto chegou ao fim a paralisação parcial do governo norte-americano. A moeda também foi impactada pelo acordo comercial EUA-Índia e as tensões no Oriente Médio.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar avançava a 155,75 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1819 e a libra tinha alta a US$ 1,3695. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, tinha queda de 0,19%, a 97,437 pontos.
A Câmara dos EUA aprovou nesta tarde o pacote de financiamento federal para encerrar a paralisação parcial do governo americano, que adiou dados de emprego do país apesar de durar apenas quatro dias. Ainda assim, o dólar permaneceu em queda.
A última paralisação mostrou que notícias negativas tendem a pressionar ainda mais a moeda americana em um cenário de ausência de dados, alertam analistas do ING. “Esse é definitivamente o caso agora, ainda que algum silêncio nos dados possa ajudar o dólar”, explicam.
Além disso, os preços do ouro e da prata dispararam, recuperando algumas das quedas acentuadas observadas nas últimas duas sessões.
Entre emergentes, o acordo comercial entre EUA e Índia impulsionou a rupia indiana a sua maior valorização contra o dólar em sete anos, segundo o Financial Times. Na marcação, o dólar caía a 90,4420 rupias.
No fronte geopolítico, as tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio cresceram nesta terça, com movimentos intimidatórios do Irã no Estreito de Hormuz e o abatimento de drones do país persa no Mar Arábico por parte dos Estados Unidos. Diplomatas dos dois países devem se reunir na próxima sexta-feira, na Turquia.
Os traders também se posicionam para decisões de juros nesta semana do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) e do BC da Índia. O BC da Austrália elevou taxas a 3,85% ao ano. O dólar australiano subia a US$ 0,7018, no horário acima.