Moedas Globais: dólar opera sem sinal único, com recuo da libra e iene retomando ganhos

O dólar operou sem sinal único ante rivais, em uma sessão que contou com pausa nas intensas variações que o iene vinha sofrendo, com leves ganhos para a moeda japonesa, e desvalorização da libra com foco na política monetária britânica. Entre emergentes, o yuan chinês renovou maior nível desde março de 2023, enquanto divisas ligadas a commodities metálicas caíram em linha com os preços.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,09 ienes, enquanto o euro cedia a US$ 1,1804 e a libra tinha queda a US$ 1,3491. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,09%, a 97,791 pontos.

Ontem, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, reiterou que continua com a intenção de aumentar os juros do país a depender do desempenho da economia, em entrevista ao Yomiuri após as novas nomeações da premiê Sanae Takaichi para o BC, que deram início a especulações sobre pressão dovish na instituição. As falas parecem ter contribuído para força do iene na sessão, enquanto o mercado ainda debate a força da economia americana.

Para a Capital Economics, o desempenho do PIB dos EUA e futuros cortes de juros dependerão dos gastos em inteligência artificial (IA) e ganhos de produtividade.

Já a libra teve um dos piores desempenhos no acumulado do ano entre o G10, segundo o Rabobank, por perspectivas de que o Banco da Inglaterra (BoE) é um dos dois únicos BCs do grupo com previsão de cortes de juros em 2026, junto ao Federal Reserve (Fed).

O yuan, por sua vez, bateu maior nível contra o dólar desde março de 2023 durante a sessão, em meio a nova injeção de liquidez do Banco do Povo da China (PBoC) e incertezas sobre a cúpula entre Washington e Pequim. Na marcação, o dólar caía a 6,8414 yuans onshore a 6,8442 yuans offshore. Ainda na Ásia, O BC da Coreia do Sul manteve juros e reiterou preocupações com volatilidade cambial. Mesmo assim, o dólar subia a 1.433,22 wons no fim do dia.

Entre outras emergentes, a queda nos preços do ouro e do cobre voltaram a pressionar as divisas da África do Sul e do Chile, maiores exportadores globais das respectivas commodities. Na marcação, o dólar avançava a 865,97 pesos chilenos e a 15,9319 rands sul-africanos.