O dólar operou sem sinal único nesta quarta-feira, 25, em sessão marcada por novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus impactos nos preços do petróleo. As afirmações norte-americanas sobre o avanço por um acordo de cessar-fogo com o Irã foram em grande parte minimizadas por Teerã, o que mantém incerteza sobre o conflito.
Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 159,48 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1567 e a libra tinha queda a US$ 1,3367. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,16%, a 99,599 pontos.
O TD Securities observa que, ainda que inicialmente positivos para o dólar, os choques provocados pela crise energética podem destruir a demanda e levar outros efeitos negativos para a divisa. “A flexibilização monetária do Federal Reserve (Fed) e as crescentes preocupações fiscais historicamente fazem com que os choques se repitam, levando à fraqueza do dólar no médio prazo”, avalia o banco canadense.
Para a Capital Economics, um breve conflito elevaria temporariamente a inflação global e reduziria o crescimento do PIB, mas as consequências seriam administráveis. Os bancos centrais que já haviam iniciado o aperto monetário – como o Banco do Japão (BoJ) e o Banco da Reserva da Austrália (RBA) – aumentariam ainda mais as taxas de juros, e é provável que o Banco Central Europeu (BCE) também aperte a política monetária devido a preocupações com as expectativas de inflação, avalia.
“Mas o Fed e, potencialmente, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) podem ignorar o choque e manter as taxas inalteradas. Já uma interrupção mais prolongada no fornecimento de energia teria um impacto muito maior na atividade econômica, que se enquadraria na maioria das definições de recessão global e provocaria um ciclo de aperto monetário mais amplo”, aponta. “Nossa hipótese básica é que a guerra continue até o final de abril e, em seguida, diminua a intensidade com danos moderados à infraestrutura energética”, explica a consultoria.