O dólar operou perto da estabilidade ante rivais europeus e com queda mais destacada na comparação com o iene nesta quarta-feira, 14, em sessão que contou com a divulgação de indicadores da economia americana, incluindo a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês), e persistentes tensões geopolíticas. Sem grandes alterações nas perspectivas de uma manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião deste mês, as atenções se voltaram a fatores internos do Japão.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar recuava a 158,58 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1646 e a libra tinha queda marginal a US$ 1,3433.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, se reuniu com altos executivos do Partido Liberal Democrático e do seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão, para informá-los sobre seu plano de dissolver a Câmara Baixa antecipadamente e abrir caminho para eleições parlamentares em fevereiro.
O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, sinalizou que ainda pretende elevar as taxas de juros quando as condições permitirem, em suas primeiras declarações após as especulações sobre a eleição. “Continuaremos elevando os juros e ajustando o grau de afrouxamento monetário em linha com a melhora da economia e da inflação, caso nosso cenário se concretize”, disse.
A Capital Economics acha difícil justificar a fraqueza atual do iene, observando que intervenções de autoridades japonesas pode ajudar a impulsionar altas robustas da moeda nos últimos anos e que uma nova interferência pode interromper o atual “ímpeto de desvalorização”. A consultoria projeta que o iene se recuperará para 145 por dólar até o final de 2026.
Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reuniu com o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia e Finanças da Coreia do Sul, Koo Yun Cheol, e afirmou que a recente desvalorização do won sul-coreano não está em consonância com os sólidos fundamentos econômicos do país. No fim da tarde, o dólar era cotado a 1.462,68 wons.