Moedas Globais: dólar opera em leve baixa ante maioria das moedas com incerteza tarifária

O dólar operou em leve queda nesta segunda-feira, 23, ante a maioria das moedas, em uma sessão que teve como destaque o anúncio da aplicação de uma tarifa universal de 15% pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que vem após decisão desfavorável da Suprema Corte sobre o tema, amplia incertezas ao redor do mundo, com o tema sendo discutido ainda no Congresso americano. Na União Europeia, uma repercussão foi o congelamento do acordo comercial do bloco com os Estados Unidos. O destaque entre as movimentações foi o peso mexicano, que teve maior queda ante pares diante da onda de violência no país.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caiu a 154,71 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1792 e a libra tinha alta a US$ 1,3492. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,09%, a 97,706 pontos.

A perspectiva base do ING para o dólar é de baixa para o restante de 2026, diante de taxas de juros de curto prazo mais baixas (esperamos dois cortes do Federal Reserve (Fed) este ano) e uma desaceleração no crescimento dos EUA no segundo semestre do ano, que, na opinião do banco coincidirá com números positivos da zona do euro.

“Não esperamos que a queda do dólar este ano seja tão grande quanto a de 2025, mas a concentração de riscos nos EUA – desde a avaliação de ações até os riscos fiscais e políticos antes das eleições de meio de mandato – significa que os riscos permanecem negativos para a moeda americana. Nossa meta é de US$ 1,22 para o euro até o final do ano”, conclui.

O dólar subiu ante o peso mexicano diante da onda de violência que assola o país após a morte, pelo exército, de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração. Mais de 50 pessoas morreram após a operação policial durante a contraofensiva do grupo. Com Puerto Vallarta e Guadalajara, localizadas no estado de Jalisco, dois dos principais polos turísticos do país afetados, a maior ameaça econômica no momento é ao setor que corresponde a 8% do PIB mexicano, aponta a Capital Economics.

O peso argentino avançou pela quarta sessão consecutiva no mercado oficial, com a moeda atingindo seu maior valor ante o dólar desde o meio de outubro do ano passado.