O dólar ganhou força contra os principais rivais, mas seguiu fraco contra boa parte dos emergentes, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que chegou a estrutura de um acordo com os países europeus sobre a Groenlândia. O avanço nas negociações também levou a suspensão das tarifas americanas que entrariam em vigor em fevereiro.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,1688 e a libra tinha queda a US$ 1,3423. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,12%, a 98,761 pontos.
O euro e o franco-suíço foram os principais penalizados pelas declarações de Trump, liderando as perdas entre as moedas desenvolvidas. Já a coroa sueca manteve ganhos, depois de atingir maior nível contra a divisa americana desde janeiro de 2022, cotada a 9,06378 por dólar.
Os movimentos ocorreram após Trump anunciar estrutura de futuro acordo em relação à Groenlândia e suspender tarifas contra oito países europeus, embora sem detalhar os termos.
Na Ásia, o won sul-coreano operou em forte valorização contra o dólar, alcançando maior nível em uma semana, após o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, prometer que empregará todas as ferramentas para apoiar o câmbio. Já o iene sofreu onda de vendas ainda em repercussão ao anúncio de eleições antecipadas no país e promessas do governo do Japão de afrouxar política fiscal. Na marcação, a moeda americana cedia a 1.465,64 wons e subia a 158,37 ienes.
Em relação aos emergentes, o dólar caiu aos menores níveis em dois anos ante os pesos do México e do Chile, além de desvalorizar ante o rand sul-africano à mínima em quatro anos – este último apoiado ainda pelo rali do ouro. No horário citado, o dólar caía a 17,5073 pesos mexicanos, depois de renovar menor nível desde junho de 2024, e recuava a 874,22 pesos chilenos, após bater mínima desde janeiro de 2024. A moeda americana também caiu a 16,3028 rands, menor nível desde agosto de 2022.