Moedas Globais: dólar opera em baixa, seguindo noticiário sobre tarifas, mas sobe na semana

O dólar operou em baixa nesta sexta-feira, 20, após a Suprema Corte derrubar as tarifas recíprocas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No geral, moedas das principais economias parceiras comerciais dos EUA tiveram valorizações modestas, enquanto, entre emergentes, ativos ligados à commodities metálicas como ouro e prata foram impulsionados pela alta destes metais, sobretudo o rand sul-africano e o peso mexicano.

Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caiu a 155,03 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1788 e a libra tinha alta a US$ 1,3490. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,13%, a 97,796 pontos. Na semana, subiu 0,85%.

Uma percepção generalizada de incerteza dominou os mercados, após Trump anunciar medidas alternativas seguindo a decisão da Suprema Corte sobre as tarifas, posição corroborada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. Em discurso, Bessent disse que a receita tarifária não será alterada e reiterou apoio a um dólar forte.

“Apesar da queda após decisão da Suprema Corte, o dólar foi a moeda das economias desenvolvidas com melhor desempenho na semana. A explicação mais simples é que o mercado está se preparando para a possibilidade de um conflito no Oriente Médio já neste fim de semana, e o dólar é historicamente um porto seguro”, aponta o Rabobank.

Além disso, o mercado provavelmente ainda está um pouco vendido em dólares, avalia, embora reconheça que há um debate no mercado sobre a qualidade da moeda como porto seguro desde a liquidação de ativos americanos em abril do ano passado, quando foram anunciadas as tarifas recíprocas.

O Rabobank também lembra que o Federal Reserve (Fed) pode cortar as taxas de juros três vezes neste ano, a partir de junho, em parte devido à pressão política. Nesta sexta, uma bateria de dados americanos de inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e outros somaram dúvidas sobre o rumo dos juros, somados a ata mais agressiva do Fed e números fortes de emprego.

Seguindo o avanço das mudanças trabalhistas no Congresso, o peso argentino teve mais uma sessão de alta, atingindo seu maior valor ante o dólar desde outubro de 2025.