O dólar operou em baixa nesta sexta-feira, 27, ante pares desenvolvidos, com destaque para o avanço do franco suíço, em movimento impulsionado pela busca por segurança ante escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,02 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1826 e a libra tinha queda a US$ 1,3490. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,18%, a 97,608 pontos. Na semana, houve queda de 0,1%.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu o uso de força militar contra o Irã, aumentando temores sobre um conflito caso não haja uma solução diplomática. O Departamento de Estado dos EUA ordenou a retirada de funcionários não essenciais e suas famílias das embaixadas em Bagdá, no Iraque, e no Kuwait. Seguindo a tensão, no final da tarde, o dólar se desvalorizava a US$ 0,7683 francos suíços. A moeda vem servindo de refúgio assim como o ouro diante das disputas globais e perda de apelo do dólar neste sentido.
No fronte macro, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano, que veio acima do esperado, reiterou perspectiva de que a inflação segue acima da meta no país e alimentou dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
No Japão, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, sinalizou maior vigilância sobre os movimentos cambiais, ao afirmar ao Parlamento que o governo acompanha a recente desvalorização do iene com forte senso de urgência. “Também mantemos comunicação extremamente próxima com os Estados Unidos e continuaremos o diálogo para garantir que as preocupações levantadas não se concretizem”, acrescentou.
Entre emergentes, o rand sul-africano avançou, seguindo impulso da alta do ouro, que vem fortalecendo a moeda do país que tem na commodity uma de suas principais fontes de receitas externas. No final da tarde, o dólar caía a 15,9313 Rands.
O peso argentino também subiu e contribuiu para tornar fevereiro o mês de maior valorização da moeda em um período mensal em seis anos e meio, segundo o jornal Ámbito. O país enfrenta uma nova greve geral, em meio ao início da votação da reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei no Senado. No final da tarde, o dólar caía a 1.379,0168 pesos no mercado oficial.