O dólar operou em alta nesta quinta-feira, 28, em uma sessão volátil para o ativo, que recuperou parte das perdas dos últimos dias. O destaque da sessão foi a manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed), que foi seguida pela coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell. Ambos eventos trouxeram poucas novidades aos mercados. Ainda assim, o dólar teve impulso durante a tarde, mas ao final da sessão diminuiu seus ganhos.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar avançava a 153,36 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1949 e a libra tinha baixa a US$ US$ 1,3801. O índice DXY fechou em alta de 0,24%, a 96,446 pontos.
“Tínhamos a sensação de que a reunião do Fed poderia representar um risco ligeiramente mais hawkish para o dólar, mas estávamos preocupados que o evento pudesse ser ofuscado pelo clima pessimista predominante para a moeda”, aponta o ING.
O banco holandês não vê uma deterioração substancial nos fundamentos do dólar na última semana, apesar da recente onda de desvalorização intensa. “Veremos se investidores e empresas sentem necessidade de aumentar posições de hedge em dólar, em consonância aos movimentos no mercado de opções cambiais”, disse o ING.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reafirmou o compromisso do governo americano com um dólar forte, em meio ao enfraquecimento da moeda, ao destacar que a política cambial dos EUA segue baseada em fundamentos sólidos. Bessent também negou qualquer ação direta no mercado cambial, ao dizer que “os EUA absolutamente não estão intervindo agora no dólar-iene”.
No fim da tarde, o secretário do Tesouro ainda sinalizou que o nome do sucessor de Powell no comando do Fed poderá ser divulgado até a próxima semana.
No caso da moeda comum europeia, o ING nota que o mercado de opções de câmbio está certamente em alerta, mas vê possibilidade de alta até US$ 1,24, mantendo um ímpeto de valorização.