O dólar operou em alta nesta quinta-feira, 15, ante os rivais, em um cenário de consolidação para a moeda americana, que contou com alívio nas tensões do presidente Donald Trump com o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), além de uma redução dos riscos de uma escalada de um conflito entre Washington e Teerã. O mercado também acompanha com atenção especial o Japão e a provável realização de novas eleições, além de expectativas para decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) na próxima semana.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 158,63 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1607 e a libra tinha queda a US$ 1,3378. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em alta de 0,19%, a 99,321 pontos.
A Bannockburn destaca que o dólar se manteve em consolidação nesta quinta-feira, com faixas de variação relativamente estreitas até mesmo contra o iene, ante ameaças de possível intervenção para estabilizar a taxa de câmbio. Ainda segundo a análise, não há chance de um aumento da taxa de juros pelo BoJ até pelo menos o segundo trimestre de 2026, apesar de relatos sobre o BC considerar as implicações da fraqueza do iene.
Segundo a Bloomberg, autoridades do BoJ estão dando atenção crescente ao potencial impacto do iene sobre a inflação e isso pode repercutir até mesmo na provável decisão de manutenção das taxas na próxima semana, à medida que as empresas japonesas se mostram mais inclinadas a repassar aos consumidores os custos mais elevados dos insumos.
Entre outras divisas, o dólar se valorizou a 1.469,25 wons sul-coreanos, mesmo após o BC da Coreia do Sul (BoK, em inglês) manter as taxas de juros inalteradas e reiterar preocupações com a desvalorização da moeda. O presidente do BoK, Rhee Chang-yong, disse que a fraqueza da divisa pode ampliar a inflação no país, mas ponderou que não está convencido de que aumentar os juros seja a solução.
Em contrapartida, o dólar caiu a 1.442,3717 pesos argentinos no mercado oficial, depois de bater menor nível em um mês, enquanto o dólar paralelo, conhecido como blue, era cotado a 1505 pesos, segundo o jornal Ámbito. A moeda da Argentina teve apoio de comentários do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o melhor desempenho da economia local e a divulgação dos dados de inflação ontem.