O dólar operou em alta nesta terça-feira, 6, ante rivais, após indicadores econômicos e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Enquanto isso, a temática da Venezuela ficou em segundo plano, mas novas ações de Washington, especialmente eventuais medidas quanto à Groenlândia, seguem observadas no mercado de câmbio. Já o peso chileno teve forte valorização, após escolha de novo ministro e ante recordes do cobre.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,32%, a 98,580 pontos. Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subia a 156,59 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1694 e a libra recuava a US$ 1,3505.
No campos dos indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços dos EUA caiu em dezembro, mas sinalizou que segue em expansão. Na Europa, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro deve ter desacelerado para menos de 2% em dezembro, levando-se em conta dados nacionais do bloco que já foram divulgados, estima a Capital Economics.
“Dirigentes do BCE (Banco Central Europeu) verão isso como confirmação de que as taxas de juros estão em um bom patamar, embora ainda acreditemos que cortes nas taxas sejam prováveis no fim de 2026”, diz a consultoria britânica em nota. Na Alemanha, o CPI anual diminuiu mais do que o esperado, de 2,3% em novembro para 1,8% em dezembro.
“Mantemos uma ligeira tendência de valorização do dólar no curto prazo. A sazonalidade é positiva em janeiro, e a postura otimista dos mercados em relação à geopolítica deixa mais vulneráveis os ativos de risco e as moedas expostas a novas escaladas, tanto na América Latina quanto, potencialmente, na Groenlândia”, aponta o ING.
O peso chileno se valorizou ao maior nível frente ao dólar desde setembro de 2024, em meio à alta do cobre e relatos sobre escolhas para a equipe do presidente eleito José Antonio Kast. De acordo com o Diário Financiero, Kast escolheu Jorge Quiroz como seu ministro da Fazenda. Na marcação, o dólar cedia a 894,47 pesos chilenos, depois de atingir mínima a 891,73 pesos.