Economia

Moedas Globais: dólar fica misto ante rivais, sem fôlego à espera do Fed


O dólar operou sem direção única ante rivais nesta segunda-feira, com pouco impulso diante da agenda fraca nos Estados Unidos e à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que sai nesta quarta-feira. Na Europa, o euro se beneficiou da leitura acima das expectativas da produção industrial da zona do euro em abril, enquanto a libra se enfraqueceu após o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciar o adiamento da reabertura da economia local.

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante seis rivais, ficou próximo à estabilidade e recuou 0,04%, aos 90,522 pontos. Às 16h50 (de Brasília), o euro apreciava a US$ 1,2123, a libra tinha leve alta a US$ 1,4113, e o dólar se valorizava a 110,09 ienes.

O compasso de espera pela reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) prejudicou a demanda pela divisa americana na sessão de hoje. Além de decidir a política monetária, dirigentes do Fed vão atualizar as suas projeções para a economia americana e a taxa básica de juros da entidade.

Analistas do Brown Brothers Harriman e do Bank of America esperam um tom mais “hawkish” do Fomc no comunicado desta reunião, reconhecendo as acelerações inflacionária e econômica nos EUA. Ainda que não deem prazo para os estímulos monetários, qualquer sinalização de “tapering” – como é chamado o processo de retirada gradual do apoio à economia – deve ser benéfica ao dólar, estimam os economistas.

Principal componente do DXY, o euro foi a moeda de economia desenvolvida que teve melhor desempenho hoje ante o dólar. A produção industrial na zona do euro avançou 0,8% em abril ante março, mais que o dobro do previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O dado deu tração à moeda comum, à medida que investidores avaliavam falas de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE).

A presidente da instituição, Christine Lagarde, afirmou ao Politico que ainda é cedo para discutir a redução do volume do Programa de Compras Emergenciais da Pandemia (Pepp, na sigla em inglês) do BCE. Mensagem similar foi trazida por outros dirigentes da entidade, como Robert Holzmann e François Villeroy de Galhau, presidentes dos BCs austríaco e francês, respectivamente.

No Reino Unido, o adiamento da reabertura completa das atividades locais, antes prevista para a próxima segunda-feira, 21, anunciado pelo premiê Boris Johnson, pesou sobre a libra esterlina. A preocupação do governo britânico é com um aumento de casos de covid-19, provocado pela disseminação da variante delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia e com potencial de transmissão 40% superior ao da cepa britânica.

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