O dólar operou em baixa nesta segunda-feira, 16, ante a maioria das moedas, em uma sessão com apetite por risco ante perspectivas de ampliação do tráfego no Estreito de Ormuz, pesando sobre preços do petróleo e reduzindo temores de choque inflacionário global. Nesta semana, em uma série de decisões de política monetária de importantes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), as visões sobre os efeitos da guerra na inflação serão acompanhadas de perto.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar caía a 159,16 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1511 e a libra tinha alta a US$ 1,3328. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,65%, a 99,712 pontos.
O conflito no Oriente Médio entra em sua terceira semana, e a ausência de uma estratégia clara e coordenada alimenta a preocupação sobre sua duração, aponta o Société Générale. O mercado cambial está testemunhando uma reversão na recuperação do dólar, avalia, no entanto, com o atual valor do petróleo, é improvável que as moedas dos países importadores se valorizem significativamente.
Os alertas de intervenção do Banco do Japão (BoJ, em inglês) sugerem que o dólar pode se manter acima de 150 ienes, mas o posicionamento cambial é estável e, se os preços do petróleo permanecerem nesses níveis, o crescimento será prejudicado, pontua o banco francês. O Société nota que persistem incertezas se aumentos das taxas de juros podem oferecer suporte de curto prazo para as divisas dadas as circunstâncias. “É difícil prever algo além de uma breve recuperação para o euro ou a libra, afirma.
O Fed pode se concentrar no crescimento, enquanto as preocupações com a inflação dominarão na Europa, diz Kathleen Brooks, da XTB. Espera-se que o Fed, o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) e o BoJ mantenham as taxas inalteradas esta semana. Brooks aponta que os EUA ainda enfrentarão um desafio adicional com Kevin Warsh – escolhido pelo presidente Donald Trump para comandar o Fed – e a pressão política por juros mais baixos em 2026.
*Com informações Dow Jones Newswires.