O dólar operou em baixa nesta sexta-feira, 6, ante a maioria das moedas, encerrando uma semana de ganhos para a moeda. No caso do euro, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) fizeram uma série de considerações sobre a economia local, especialmente sobre o controle da inflação. No Japão, o iene operou perto da estabilidade, mas a moeda tende a refletir os resultados da eleição antecipada convocada pelo partido LDP para o próximo domingo, 8.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar avançava a 157,15 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1822 e a libra tinha alta a US$ 1,3617.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o presidente Donald Trump mantém uma política de dólar forte, apesar da recente queda da moeda. Quando questionado pela CNBC sobre comentários anteriores de Trump elogiando a queda do dólar como “ótima”, Bessent explicou que a abordagem da administração em relação à força da moeda é baseada na criação de condições favoráveis para investimentos denominados em dólar.
O índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos, elaborado pela Universidade de Michigan, avançou de 56,4 em janeiro a 57,3. Analistas ouvidos pela FactSet previam 54,3. O presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o sentimento que tem notado em seu distrito é de “otimismo cauteloso”, o que, segundo ele, significa que o desempenho visto na segunda metade de 2025 deve se refletir por algum tempo em 2026.
Para o CIBC, a queda do dólar foi impulsionada por uma série de eventos independentes: a ameaça de Trump de anexar a Groenlândia, ajustes coordenados na taxa de câmbio dólar/iene e a atitude indiferente de Trump em relação à queda do dólar durante entrevistas. Além dessas notícias, houve forte atividade especulativa em outros mercados. “Essa cacofonia de eventos levou a uma oscilação, mas o dólar se recuperou desde então, já que muitos desses fatores se resolveram. No curto prazo, acreditamos que o DXY encontrará suporte em 98,5 pontos”.
Para o BBH, as commodities, em especial os metais preciosos e industriais, continuarão a se beneficiar do atual boom de gastos com inteligência artificial (IA). Neste cenário, pesos chileno e mexicano, rand, dólar australiano, sol peruano e o real devem apresentar um desempenho superior, avalia.