O dólar operou em baixa nesta quinta-feira, 22, ante a maioria das moedas, enquanto as atenções seguiram voltadas para as disputas entre Estados Unidos e Europa envolvendo a Groenlândia. Neste cenário, dados da economia americana ficaram em segundo plano.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar avançava a 158,39 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1756 e a libra tinha alta a US$ 1,3502. O índice DXY fechou em queda de 0,41%, a 98,359 pontos.
“Até o momento, pouco se sabe sobre o acordo. Os mercados podem precisar de mais informações e talvez de alguns dias de declarações conciliatórias adicionais para finalmente desviarem a atenção da Groenlândia”, avalia o ING. Mas a proximidade da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) significa que um novo foco nos fatores macroeconômicos está previsto, pondera.
Para o banco holandês, isso indica que a combinação da estabilização do desemprego e da investigação do Departamento de Justiça sobre o presidente do BC americano, Jerome Powell, podem estar inclinando a balança para um lado mais conservador.
O enfraquecimento do dólar não foi o suficiente para dar suporte ao iene, pressionado nesta sessão por expectativas de expansão fiscal no Japão e para a reunião do Banco do Japão (BoJ, em inglês) amanhã. Analistas consultados pelo Broadcast esperam manutenção dos juros em 0,75%, em encontro marcado mais pela atualização de projeções econômicas e comunicação futura.
Entre emergentes, o rand sul-africano segue em valorização, se destacando após renovar maior nível desde agosto de 2022 em relação ao dólar, de acordo com Volkmar Baur, do Commerzbank. “Além da melhora generalizada no apetite por risco no mercado, os dados divulgados na quarta-feira mostraram que a economia da África do Sul continua se recuperando”, diz ele. O dólar caía a 16,1535 rands, na marcação.
O peso argentino também avança ante o dólar nesta sessão, atingindo seu maior valor no mercado oficial desde 20 de novembro de 2025, de acordo com o jornal Ámbito. O dólar oficial recuou a 1.429,4983 pesos argentinos, enquanto o paralelo, conhecido como blue, ficava estável a 1500 pesos, segundo o mesmo jornal.