O dólar operou em leve queda em comparação com moedas fortes nesta sexta-feira, 28, em sessão sem grande volatilidade na volta do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, enquanto os investidores consolidam as apostas em um corte de 25 pontos-base (pb) nos juros norte-americanos.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,11%, a 99,459 pontos, com queda semanal de 0,72% e mensal de 0,35%. Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar caía a 156,10 ienes, enquanto o euro subia levemente a US$ 1,1605 e a libra avançava a US$ 1,3245.
A moeda norte-americana chegou a registrar ganhos ante pares durante o dia, com a sessão afetada por uma falha de refrigeração em um data center do CME Group – que chegou a interromper operações em câmbio e em outros mercados -, mas passou a operar com sinal negativo pela tarde. A desvalorização da moeda levou o índice DXY a atingir a maior perda semanal desde 21 de julho, segundo levantamento da Reuters.
Com o mercado acionário voltando a avançar e o “pânico” observado nas últimas semanas arrefecendo, o dólar recuou das máximas recentes, mostrando que as movimentações recentes “funcionaram como uma válvula de escape clássica”, afirma o Convera, embora os temores em relação à bolha da IA tenham “diminuído, por ora”.
A aparente consolidação nas apostas por flexibilização monetária nos EUA – chegando a 86,9% hoje, segundo o CME Group – também influencia os mercados. Antes do feriado, o Livro Bege do Federal Reserve (Fed) apontou uma queda do emprego e riscos para a atividade econômica dos EUA.
Na Europa, a moeda comum avançou levemente ante o dólar, beneficiado também pelas expectativas de corte nos juros americanos, aponta o Bannockburn. Ainda, o mercado acompanhou dados divergentes da Alemanha, França e Portugal.
Dentre as emergentes, o rand sul-africano avançou ante o dólar, embora investidores sigam atentos a decisão dos Estados Unidos de excluir o país do encontro do G20 no próximo ano. Hoje, segundo a Bloomberg, o presidente do banco central da África do Sul, Lesetja Kganyago, disse que a exclusão estabelece um precedente perigoso. No horário citado acima, o dólar caía a 1,17663 Rands.