Moedas globais: dólar avança ante pares globais de olho em PMIs e na expectativa por payroll

O dólar norte-americano avançou ante pares globais nesta sexta-feira, 2, acompanhando a divulgação de PMIs dos Estados Unidos, zona do Euro e Reino Unido. Os negócios transcorreram ainda diante das expectativas sobre o indicado para assumir como presidente do Federal Reserve (Fed).

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,10%, a 98,424 pontos, com ganhos semanais de 0,41%. Por volta das 17h50 (de Brasília), o dólar subiu a 156,89 ienes, enquanto o euro caiu a US$ 1,1719 e a libra recuou a US$ 1,3455.

Em sessão de liquidez reduzida pelas festas de fim de ano, o mercado de câmbio acompanhou a divulgação do índice de gerente de compras industrial (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, que caiu em linha com o esperado em dezembro. O dado não foi suficiente para alterar as apostas na manutenção dos juros do país em janeiro, que permanecem próximas de 85%, segundo o CME Group.

O Deutsche Bank destaca que o índice DXY teve o pior ano desde 2017, se desvalorizando ante todas as principais moedas do G10. Na avaliação do banco, os ativos americanos tiveram desempenho mais fraco quando medidos em dólares. Ainda segundo o DB, o ano será marcado por preocupações sobre tarifas e o direcionamento do Fed, que pode ter o próximo presidente anunciado ainda em janeiro. O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, segue um dos preferidos para o cargo.

Investidores do continente europeu também acompanharam a divulgação do PMI, que subiu e atingiu o maior nível em 15 meses no Reino Unido, mas ainda ficou abaixo do esperado. Na zona do euro, o dado caiu pela primeira vez desde fevereiro, atingindo o menor nível em nove meses. Com os resultados, ambas as moedas caíram ante o dólar.

Enquanto isso, o iene se desvalorizou em meio a preocupações com o ritmo da alta nos juros japoneses, apesar das sinalizações por parte do Banco do Japão. O ING aponta que o momento e a escala dos ajustes dependem das “condições econômicas”, com o mercado aparentando estar “insatisfeito com a falta de claridade”. Assim, o banco afirma que uma alta na taxa deve acontecer em outubro. Em meio ao cenário, o MUFG diz que a divisa deve continuar a se enfraquecer no começo de ano.

*Com informações de Dow Jones Newswires