FINANÇAS

Moedas globais: dólar fica sem sinal único, com covid, acordo e eleição

O dólar operou sem sinal único, mas caiu ante outras divisas principais, em um dia com múltiplas indicações, desde o avanço do coronavírus, principal questão na Europa, à ausência de avanço por um novo pacote fiscal nos Estados Unidos. A uma semana das eleições no país, as incertezas prevalecem, em um período que engloba importantes decisões de política monetária pelo mundo. Com múltiplos fatores pressionando sua moeda, a Turquia esteve em foco, com a lira renovando mínimas históricas.

O índice DXY, que mede o dólar frente a outras seis moedas de economias desenvolvidas, fechou em baixa de 0,11%, a 92,940 pontos.

Divulgado hoje, as encomendas de bens duráveis dos EUA subiram 1,9% em setembro ante agosto, ante previsões de aumento de 0,5%. Já a confiança do consumidor recuou frente ao último mês em outubro, enquanto era esperado um avanço. “Os dados de hoje não acalmam os temores de um crescimento mais lento durante o quarto trimestre”, avalia a Western Union. Com o recesso a partir de ontem no Senado do país, as tratativas por um novo pacote fiscal antes das eleições não avançaram e a perspectiva de estímulo antes da eleição é diminuta.

O dólar chegou perto das mínimas em um mês frente ao iene, cotado a 104,50 no fim da tarde em Nova York, indica a BK Asset, em semana marcada também pela expectativa para a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

O Banco Central Europeu (BCE) também tem decisão de política monetária nos próximos dias, enquanto o noticiário local é marcado pelos números da covid-19 e pela imposição de restrições à mobilidade. A situação, descrita como “alarmante” hoje pelo presidente do Conselho da União Europeia, Charles Michel, pode levar a mais estímulos do BCE, em um cenário que pode fortalecer o euro, indica a Western Union. Hoje, a relação com a moeda americana foi de estabilidade, e no final da tarde, o euro era cotado a US$ 1,1813.

A libra “subiu junto com o apetite por risco”, avaliou a Western Union, que lembra que a moeda “depende dos desenvolvimentos positivos do Brexit”. A moeda chegou a recuar no dia, mas avançou ao longo da sessão, e era cotada a US$ 1,3057.

A lira turca atingiu nova mínima histórica ante o dólar hoje, seguindo tendência que vem mostrando desde a semana passada, quando o Banco Central da Turquia inesperadamente manteve sua taxa básica de juros em 10,25%. Maiores tensões geopolíticas e preocupações sobre possíveis sanções dos EUA contra a Turquia também pesam na moeda. O BBH avalia ser possível a adoção de medidas extraordinárias para conter o movimento cambial. No horário citado, o dólar avançava a 8,1784 liras.

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