Economia

Moedas: dólar se recupera e sobe ante rivais, após fortes perdas por variante


O dólar operou em alta no confronto com moedas rivais nesta segunda-feira, recuperando parte das perdas da última sessão, marcada por temores diante do surgimento da variante Ômicron do coronavírus. O índice DXY, que mede a variação da divisa ante seis pares, avançou com apoio de um euro enfraquecido por indicadores econômicos na Europa.

O DXY fechou em alta de 0,26%, aos 96,341 pontos, enquanto o euro baixava a US$ 1,1282 por volta do fim da tarde em Nova York. Já a libra cedia a US$ 1,3301, enquanto o dólar subia a 113,68 ienes no mesmo período do dia.

“O dólar americano se estabilizou como uma tentativa, embora ainda cautelosa, de um calmo retorno aos mercados após o colapso global de sexta-feira”, define o analista Joe Manimbo, do Western Union. O economista ainda destaca uma postura “fundamentalmente bearish” do euro, uma vez que a cepa tende a pressionar ainda mais governos do bloco monetário a adotarem restrições para conter a onda de casos de covid-19, ainda que a nova cepa, até agora, não tenha demonstrado maior chance de desenvolver quadros graves da doença.

A moeda comum ainda reagiu à queda do índice de confiança do consumidor em novembro, a -6,8, de -4,8 no mês passado. “Dado o estágio de vacinação, não esperamos que a onda atual de covid-19 tenha impactos econômicos significativos, mas os países com taxas de vacinação relativamente mais baixas são suscetíveis a restrições que podem atrasar ainda mais a recuperação”, diz a Oxford Economics, em relatório de perspectiva para a zona do euro.

Falas de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) também foram acompanhadas ao longo do dia. Entre eles, a integrante do Conselho da entidade, Isabel Schnabel, disse que a inflação na zona do euro atingiu seu pico em novembro e, por isso, seria prematuro subir juros em 2022. A leitura reflete o que pensa o dirigente do banco comum e presidente do BC da Espanha, Pablo Hernández de Cos, que também discursou hoje.

Sobre a variante Ômicron, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, disse que a autoridade monetária deve manter todas as opções “em aberto” para responder a seus possíveis impactos. Já o chefe do Banco da França, François Villeroy de Galhau, disse que a cepa não deve provocar grandes alterações às perspectivas.

Nos EUA, o foco ficou por conta de falas do presidente Joe Biden, que rechaçou a possibilidade de avançar com medidas restritivas por causa da variante, identificada pela primeira vez na África do Sul. Entre indicadores, as vendas pendentes de imóveis no país subiram 7,5% em outubro ante setembro, bem acima da previsão de analistas.

Entre emergentes, o destaque ficou por conta da contínua fraqueza da lira turca, com o dólar avançando a XXXX liras perto do fim da sessão. Desta forma, a divisa americana retomou seu movimento de alta e chegou perto de bater, mais uma vez, a marca de 13 liras, em meio à crise cambial na Turquia.


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