Economia

Moedas: dólar opera em alta, com dados positivos nos EUA e busca por segurança


O dólar operou em alta, nesta sexta-feira, ante as principais rivais. O dia foi marcado por dados econômicos positivos nos Estados Unidos. Além disso, os principais índices acionários do mundo encerraram o pregão em baixa, sinalizando um sentimento de cautela no mercado. Por ser considerado um ativo de segurança, o movimento pode ter contribuído para a alta do dólar ante rivais. Nesta semana, a moeda absorve ainda a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 109,74 ienes, o euro recuava a US$ 1,1865 e a libra tinha baixa a US$ 1,3898. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras divisas principais, avançou 0,34%, a 92,174 pontos.

Hoje, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou o resultado de gastos com consumo e renda pessoal acima do esperado. O índice de despesas com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida favorita de inflação pelo Fed, subiu 4% na comparação anual de junho. O índice de sentimento do consumidor também foi melhor do que o previsto.

Apesar da alta do dólar neste pregão, analistas avaliam o comportamento semanal da moeda como o pior ao menos desde maio. Para o Capital Economics, uma retração ainda mais profunda pode ser observada caso os dados da semana que vem – relatório de empregos e pesquisas do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês)- sejam decepcionantes, como espera a consultoria. “A força recente do dólar foi impulsionada pela extensão significativa das preocupações com a propagação da variante delta do coronavírus e riscos na economia e no sistema financeiro da China. Ambos os fatores permanecem curingas para manter o dólar forte no curto prazo”.

O ING, por sua vez, também ressalta a relevância dos dados da semana que vem, no entanto espera resultados positivos. “… dados importantes de julho nos dirão a que ritmo a economia americana continuou a se recuperar”, dizem analistas, “Vale, ainda, ficar de olho nas discussões sobre o teto de gastos no Congresso americano e o possível impacto para o mercado do dólar.

Na visão do banco holandês, o fluxo de dados da próxima semana deve permitir que os mercados consolidem suas expectativas de ‘tapering’ do Fed. “Quando combinado com um sentimento de recuperação global que permanece misto e o risco material de mais choques de ações provenientes da China, pensamos que é muito cedo para pedir o fim do recente bom momento do dólar e esperamos que a moeda encontre pelo menos um piso bastante sólido na próxima semana”.

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