Economia

Moedas: dólar avança ante rivais, de olho em dados, Ômicron e Treasuries

O dólar iniciou o novo ano com alta ante moedas rivais. Investidores acompanharam o resultado do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos, Alemanha e zona do euro. A alta dos juros dos Treasuries e o noticiário sobre a cepa Ômicron do coronavírus também estiveram no radar.

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O índice DXY, que compara a divisa americana com seis moedas competitivas, fechou em alta de 0,64%, a 96,213 pontos. No fim da tarde em Nova York, o euro caía a US$ 1,1300, a libra tinha baixa a US$ 1,3480, enquanto o dólar avançava a 115,29 ienes.

O DXY já operava em alta desde a madrugada e fortaleceu o movimento mesmo após o recuo do PMI americano em dezembro. O resultado do dado para a Alemanha foi pior do que o previsto, enquanto na zona do euro esteve em linha com a leitura preliminar.

O BBH afirma que, em meio a um janeiro repleto de eventos, a expectativa é que a tendência para um dólar cada vez mais forte siga intacta. Os juros dos Treasuries já estão se movendo a favor da moeda americana, diz o banco, com o retorno da T-note de 2 anos iniciando o ano em um novo ciclo de alta.

A Western Union, por sua vez, observa que o juro da T-note de 10 anos, acima de 1,5%, também impulsiona o dólar especialmente contra suas rivais na Europa e Canadá.

Entre as emergentes, a lira turca se enfraqueceu em relação ao dólar no início sessão, depois da Turkstat informar um salto anual de 36,08% na inflação da Turquia em dezembro, no maior nível desde setembro de 2002. Na comparação mensal, o avanço foi de 13,06%. O ING afirma que o resultado mostra o impacto da evolução da taxa de câmbio, enquanto uma deterioração generalizada no comportamento dos preços, a tendência elevada da inflação e o aumento do repasse cambial apontam para desafios ainda maiores na dinâmica inflacionária.

Próximo ao horário citado, porém, o dólar caía a 13,1224 liras turcas contra 13,31 liras no fim da tarde de sexta-feira, 31 de dezembro. Reportagem da Bloomberg mostrou que o país passará a exigir que exportadores convertam 25% de suas receitas na moeda local. O intuito do governo é aumentar suas reservas de lira turca.