Saúde da mulher

Mitos sobre saúde feminina que você não deve acreditar

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Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data busca trazer conscientização para o tema e relembrar a importância de cuidar de si. E quando se trata de crenças sobre saúde, toda mulher já se viu cercada por crendices e conselhos de familiares mais velhas ou amigas que parecem saber de tudo. Mas em que acreditar?

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Com informações do “The Sun”, confira crenças populares que não passam de mentiras sobre a saúde de mulheres a partir dos 20 anos.

Aos 20 anos

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Mito: Seu período menstrual é, necessariamente, doloroso

“O peso e a dor associados à menstruação são algo que varia drasticamente em pessoas diferentes, mas certamente é algo que você não deve tolerar”, alerta a médica clínico-geral Rachel Ward. “Condições que afetam seu útero (como endometriose ou miomas), estresse e quimioterapia podem tornar os períodos menstruais pesados, mas há muitas opções de tratamento para alívio da dor, e do sangramento.”

Mito: Suco de cranberry cura infecções do trato urinário (ITUs)

“Há algumas evidências de que o suco de cranberry pode ajudar a prevenir infecções do trato urinário, pois os cranberries contêm flavonóides, conhecidos por impedir que as bactérias ‘grudem’ no trato urinário”, diz Rachel. No entanto, uma vez que você contrai a infecção, o suco não pode te curar. Se os sintomas não melhorarem em até três dias, você deve consultar seu médico, que pode prescrever antibióticos — especialmente se você estiver em risco de infecção renal.

Aos 30 anos

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Mito: Sua fertilidade “despenca” aos 35

Frequentemente, ouve-se dizer que uma em cada três mulheres de 35 a 39 anos não engravidará após um ano de tentativas. Isso é, na verdade, uma pesquisa totalmente desatualizada da França de 1700. Ou seja: seu útero não foi projetado para simplesmente parar de funcionar aos 35 anos.

“Sua fertilidade cai com a idade”, afirma Rachel. “Mas na faixa etária de 35 a 39 anos, 82% das mulheres conceberiam naturalmente após um ano [tentando] e 90% conceberiam após dois anos.”

Mito: Tomar pílula anticoncepcional por muito tempo te deixará infértil

Segundo a especialista, isso não é verdade. Ela afirma que não é incomum pessoas que tomam pílula anticoncepcional há muito tempo saírem de férias, esquecerem de tomar alguns comprimidos e ficarem grávidas. No entanto, existem outros riscos.

“Há um pequeno aumento no risco de câncer de mama enquanto se toma a pílula”, explica. “Mas, geralmente, você toma pílula quando é jovem, e seu risco de câncer de mama é muito baixo de qualquer maneira. Então, você está aumentando um risco muito pequeno em uma pequena quantidade.”

Rachel pontua, ainda, que à medida que você envelhece, seu tipo recomendado de pílula mudará com base em fatores como IMC, idade e se você fuma. Em termos de infertilidade, no entanto, não há necessidade de se preocupar.

Aos 40 anos

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Mito: Eliminar urina ao rir, tossir ou espirrar é normal

Apesar de ser comum — especialmente para mulheres que tiveram filhos —, a incontinência urinária não deve ser normalizada.

“Cortar a ingestão de cafeína, fazer exercícios no assoalho pélvico e treinar-se para esvaziar a bexiga com menos frequência podem ajudar.” Além disso, os medicamentos e a cirurgia para evitar vazamentos involuntários também pode ser uma opção, então converse com seu médico.

Mito: Seu metabolismo cai aos 40 anos

Ele, sem dúvida, diminui. No entanto, sua capacidade de queimar gordura e converter alimentos em energia não para apenas quando você apaga as velas do seu bolo de 40 anos.

É importante notar que cada organismo é diferente, além do papel desempenhado pela genética. “À medida que envelhecemos, nossas atividades e rotinas também mudam drasticamente”, diz Rachel. Portanto, culpar o peso extra na idade não é totalmente correto, já que uma dieta saudável e exercícios regulares podem ajudar na perda de peso sustentável.

Aos 50 anos

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Mito: Após a menopausa, sua libido desaparece

Você já deve ter ouvido falar em histórias de horror sobre secura vaginal e desejo sexual inexistente após a menopausa. Mas isso não precisa ser verdade: após a menopausa, muitas mulheres experimentam mais satisfação sexual.

“Os impulsos sexuais podem melhorar com a idade”, diz Rachel. “Você pode ter mais confiança, estar em um relacionamento de longo prazo e não se preocupar em engravidar.”

Mito: Esta é a década em que seus ossos começam a enfraquecer

Na verdade, o pico de massa óssea ocorre aos 20 anos. “Sua massa óssea começa a diminuir gradualmente a partir desse ponto”, relata Rachel. “Ela é afetada por coisas como tabagismo, genética, ingestão de álcool, menopausa e medicamentos, mas nem tudo está perdido.”

A médica afirma que um estilo de vida saudável e exercícios regulares — como subir escadas, caminhar, praticar esportes e usar faixas de resistência — podem ajudar a proteger a densidade óssea e mantê-la o mais alta possível.

Aos 60 anos

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Mito: Apenas os homens precisam se preocupar com doenças cardíacas

Os homens correm um risco ligeiramente maior, mas, apenas no Reino Unido, 77 mulheres por dia morrem de ataques cardíacos. “Certificar-se, a partir dos 40 anos, que você está verificando sua pressão arterial e colesterol regularmente é vital”, aconselha Rachel, que afirma que você também deve consultar seu médico se você tiver algum sintoma de diabetes, como urinar mais do que o habitual e sentir sede constantemente.

Mito: O câncer de mama faz mais vítimas entre as mulheres

Apesar de o câncer de mama ser o mais comum entre mulheres no Reino Unido, a maior taxa de mortalidade por câncer da região é causada pelo câncer de pulmão.

“Repare nos sintomas de ambos. Para câncer de mama, os sintomas incluem um novo nódulo ou uma mudança no tamanho ou forma da mama; e para câncer de pulmão, uma tosse persistente por duas a três semanas, uma tosse de longa data que não desaparece , infecções pulmonares repetidas e tosse com sangue”, relata a especialista, que ressalta: “Lembre-se, você ainda pode ter câncer de pulmão mesmo se não fumar.”

Aos 70 anos e à frente

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Mito: Você não pode pegar uma infecção sexualmente transmissível (IST)

O sexo não é apenas para jovens, e as ISTs em pessoas mais velhas aumentaram nas últimas décadas. Segundo o portal, somente entre 2014 e 2018, houve um aumento de 23% no diagnóstico de IST entre mulheres com mais de 65 anos.

“As pessoas agora estão mais propensas a encontrar um novo parceiro depois de terem sofrido o luto, ou se seu casamento terminar mais tarde na vida”, diz Rachel. Portanto, use camisinha em todas as idades.

Mito: Nessa idade, o exercício fará mais mal do que bem

“A menos que você esteja fazendo um exercício que vai colocar uma pressão significativa em seu corpo, como esportes radicais, esse definitivamente não é o caso”, assegura Rachel. “Os exercícios físicos regular em qualquer idade, mesmo aos 100, é benéfico.”