ROMA, 27 MAR (ANSA) – O desaparecimento do físico italiano Ettore Majorana completa 80 anos nesta terça-feira (27).
Com genialidade comparada à de Galileu Galilei e Isaac Newton, Majorana sumiu misteriosamente em 27 de março de 1938, partindo de Nápoles para Palermo. Acredita-se que ele tenha ficado alguns dias na cidade, por sugestão de amigos que achavam que ele precisava de descanso.
Poucos dias depois, teria escrito uma carta ao napolitano Antonio Carrelli, em que pedia que sua família “não ficasse de luto” por ele. Até hoje, contudo, desconhece-se o que aconteceu com o cientista. As hipóteses vão de suicídio e assassinato até a de uma internação em um monastério.
No entanto, de acordo com investigações da Procuradoria de Roma, Majorana teria se exilado na cidade de Valencia, na Venezuela, e passado o resto de sua vida na América do Sul. Um dos indícios é uma foto de 1955 que mostra um homem muito semelhante a ele ao lado de outro imigrante italiano, Francesco Fasani.
A Procuradoria também apontou que, possivelmente, Majorana fugiu por medo de ser pego por conta de suas descobertas nucleares, que aconteceram na época da ascensão ao poder dos regimes nazifascistas, como o de Benito Mussolini.
O físico foi quem introduziu o conceito que hoje é chamado de “férmions de Majorana” – uma partícula que também seria uma antipartícula -, utilizado em diversas invenções e descobertas científicas, como o supercondutor topológico. (ANSA)