Edição nº2594 13/09 Ver edições anteriores

Missão China

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OLHOS ABERTOS PARA SÃO PAULO Missão do governador Doria na China proporcionou investimentos bilionários para São Paulo (Crédito: Divulgação)

O governador de São Paulo, João Doria, chefiou uma comitiva de empresários e secretários do governo paulista que esteve na China durante uma semana em busca de investimentos chineses para empreendimentos no estado. Na segunda-feira 12, já de volta ao Palácio dos Bandeirantes, Doria fez um balanço da viagem: empresários e governantes chineses anunciaram que investirão US$ 24,8 bilhões (R$ 99,2 bilhões) no estado até 2022, quando termina o mandato do governador. É um dos maiores investimentos da história de São Paulo, partindo de um único país. Serão investimentos de toda ordem: desde aplicações em telefonia, obras do Metrô, trens, portos, estradas, despoluição de rios e agronegócio. Como se sabe, a China é o maior parceiro comercial do Brasil.

Huawei

Entre as empresas que farão vultosos investimentos em São Paulo está a Huawei, do setor de telefonia. A Huawei anunciou que implantará uma nova fábrica no estado para produzir celulares de alta tecnologia, o 5G. Ela já produz componentes em Sorocaba, mas ainda não definiu em qual cidade fará a nova fábrica. Serão gerados mil novos empregos.

Escritório

Durante a viagem, Doria inaugurou em Xangai um escritório da InvestSP, a empresa do governo estadual que viabilizará os negócios entre os empresários paulistas e chineses. A estatal vai coordenar, por exemplo, as aplicações da CR20, do setor de infraestrutura, para a construção de uma linha férrea entre São Paulo e Americana, no interior.

Miami se aproxima do Brasil

Divulgação

O prefeito de Miami, Francis Xavier Suarez, esteve esta semana no Brasil para estreitar relações comerciais com os brasileiros. Ao presidente Bolsonaro (Brasília) e aos governadores João Doria (SP) e Wilson Witzel (Rio) disse que deseja ampliar negócios dos americanos por aqui. Ele veio a convite do Fórum das Américas e do empresário Antonio Primo, que nasceu no Brasil, mas mora nos EUA desde criança.

Rápidas

* O governo precisou desembolsar R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para que os deputados federais acelerassem a votação em segundo turno da Reforma da Previdência. É evidente que os 370 votos foram conscientes, mas o governo fez cortesia com o chapéu dos outros.

* O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) articula a instalação da CPI dos Crimes Cibernéticos, a partir da revelação de que os hackers de Araraquara montaram uma organização criminosa para invadir celulares de autoridades.

* Retaliação ou não, o fato é que a Petrobras cancelou contrato que tinha com o escritório de advocacia do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O escritório atuava em causas trabalhistas da estatal. Santa Cruz é vítima em dobro.

* O deputado Elias Vaz (PSB-GO) protocolou requerimento na Câmara para tratar das denúncias de irregularidades no acordo entre Brasil e Paraguai na Usina de Itaipu: o presidente paraguaio não dançou por pouco.

Retrato falado

“Ministros do Supremo e familiares estão acima da lei?”

Munido de megafone, o senador Major Olimpio (PSL-SP) foi na quinta-feira 8 à porta do STF para protestar contra a demissão de dois auditores fiscais, da Receita Federal, que ousaram analisar as declarações de rendimentos dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além de suas respectivas esposas Guiomar e Roberta. Os quatro teriam registrado movimentações financeiras atípicas. Olimpio quer saber por que ministros não podem ser investigados. São semideuses? — perguntou.

Toma lá dá cá

Rosana Valle, deputada (PSB-SP)

A senhora teme ser punida por ter votado a favor da Reforma da Previdência, contrariando seu partido, o PSB?
Votei de forma ponderada e consciente e aguardarei com serenidade a decisão da comissão de ética do partido sobre as possíveis punições.

A senhora acha que a reforma pode melhorar a economia brasileira?
Acredito que a Reforma da Previdência é o início das mudanças que esperamos para o Brasil sair da crise.

Os partidos de esquerda estão desunidos e por isso a oposição a Bolsonaro
é tíbia?
Entrei movida pelo desejo de renovação e mudanças. Não represento nem a esquerda radical e nem a direita. Voto contra ou a favor de acordo com meus princípios éticos e a vontade dos meus eleitores.

Cana brava

Não é apenas o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o governo Bolsonaro como um todo, que desejam o endurecimento do Código Penal para reduzir o poder de fogo dos integrantes das facções criminosas que dominam o crime, dentro e fora das cadeias. Os deputados já apresentaram 351 projetos de lei que alteram a atual legislação
no combate à criminalidade. O deputado Capitão Derrite (PP-SP) proíbe as saidinhas de presos, que não poderão mais ter direito a dia dos pais, por exemplo. Já o deputado José Medeiros (PSD-MT) propõe elevar para 50 anos o tempo máximo de prisão — hoje, ninguém pode ficar preso mais do que 30 anos.

Superlotação

Nos dois casos, vamos precisar de mais presídios. Hoje, o Brasil tem 720 mil presos em 1.500 presídios. Dessas unidades prisionais, 65% têm população carcerária acima da capacidade. Leia-se superlotação, com péssimas condições humanitárias. Moro disse à ISTOÉ que estão em construção 20 mil novas celas.

Meu garoto

GABRIELA BILO

Bolsonaro deve encaminhar ao Senado, nos próximos dias, o nome de seu filho Eduardo como futuro embaixador do Brasil em Washington. A partir desse movimento, a Comissão de Relações Exteriores marcará a sabatina para ouvir se ele sabe algo mais do que fritar hambúrguer nos EUA. Se souber, terá que se submeter a uma dura votação secreta.

Plenário hostil

E, depois, ele ainda terá que enfrentar o Plenário, onde há um clima razoavelmente adverso. O PSL, partido do presidente, tem só 4 dos 81 senadores. A maior bancada é a do MDB, que tem 12 senadores, a maioria de oposição ao presidente. Bolsonaro terá que abrir a sacolinha de bondades para atrair uma maioria de pelo menos 41 senadores.

Deputada enrolada

Gustavo Bezerra

Envolta em acusações de ter praticado “rachadinha” em seu gabinete, a deputada Érica Kokay (PT-DF) foi alvo de denúncia da advogada Vânia Gomes, que confirma a subtração de salários dos funcionários de seu gabinete, entre os anos de 2005 a 2011, quando ainda era deputada distrital. Kokay já é ré no caso.

 


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