Conselheira vitalícia, Miriam Athie avalia disputar presidência do Corinthians

Cenário de eleições no clube começam a ganhar forma e as especulações sobre os candidatos agitam o Parque São Jorge

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Miriam Athie, conselheira vitalícia do Corinthians Foto: Divulgação

Conselheira vitalícia e figura de alta relevância no ecossistema político do Corinthians, Miriam Athie desponta como uma possível candidata à presidência do clube. Em pleno ano eleitoral, as especulações ganham corpo e o cenário político alvinegro se agita. No entanto, embora considere a possibilidade uma honra, Miriam ainda adota uma postura cautelosa sobre o tema.

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Atualmente, o clube é presidido por Osmar Stabile, que assumiu o cargo após o impeachment de Augusto Melo (eleito em 2024). De acordo com o estatuto vigente, Stabile está apto a buscar a reeleição no pleito de 2026.

Em entrevista ao portal Lance!, Miriam comentou sobre o movimento em torno de seu nome: “Há muita especulação para que eu seja presidente do Corinthians. Para mim, seria uma honra, pois eu seria a segunda mulher a ocupar o cargo, a primeira foi Marlene Matheus. Seria gratificante, mas o desejo não significa, necessariamente, que serei candidata.”

A conselheira ganhou notoriedade e o apoio de parte da torcida após uma declaração contundente em 2025. Ao defender o projeto da SAFIEL, Miriam rebateu as críticas de forma direta: “aqueles que criticam não têm nada melhor a oferecer”.

Na ocasião, sua demonstração de desprendimento chamou a atenção; ela chegou a afirmar que entregaria sua carteira de conselheira vitalícia se isso fosse necessário para o crescimento do clube, o que rendeu a ela grande respeito nas redes sociais.

Para disputar o cargo máximo do Parque São Jorge, o estatuto exige que o candidato seja conselheiro vitalício ou tenha sido eleito para o Conselho Deliberativo em pelo menos duas ocasiões. Além disso, é necessário não possuir condenações criminais definitivas nos últimos oito anos.

Mesmo sem oficializar a candidatura, Miriam ressalta o tom de prontidão. “Há muitos candidatos potenciais no Corinthians. Mas, se o meu nome for aprovado e Deus me der a honra de presidir o clube, eu o farei com muita galhardia e autoridade. Precisamos mudar o Corinthians de vez.”

Uma das bandeiras centrais de Miriam é a representatividade feminina. Atualmente, o quadro político do clube evidencia um abismo de gênero: dos cerca de 300 integrantes do Conselho (aproximadamente 200 trienais e 100 vitalícios), apenas 13 são mulheres, que representa 4% do total.

“O que me move é a pauta da representatividade. Esse número mostra o quanto ainda precisamos avançar na participação feminina no esporte, especialmente em cargos de decisão”, concluiu a conselheira.