Os ministros dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) confirmaram nesta quinta-feira, 19, por unanimidade, a decisão de iniciar o processo formal de adesão do Brasil à Agência. O pedido formal do Brasil para iniciar o processo de adesão plena ocorreu após o envio de uma carta, em setembro de 2025, pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera.
A adesão plena é vista como uma estratégia para ampliar a voz do Brasil nas decisões globais sobre energia e como passo para o país se alinhar às melhores práticas e compromissos da AIE em temas como descarbonização, segurança energética e desenvolvimento tecnológico.
A etapa desta quinta representa uma mudança significativa no engajamento do Brasil com a governança energética global e um marco na relação da AIE com a América Latina e o Caribe, segundo comunicado da própria AIE. O Brasil, a maior economia da região, é membro da AIE desde 2017.
“O Brasil acolhe com grande satisfação os progressos alcançados em seu processo de adesão à Agência Internacional de Energia”, afirmou o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, no comunicado. “Estamos prontos para contribuir com nossa experiência e, ao mesmo tempo, fortalecer ainda mais a política energética brasileira para garantir energia segura e acessível para nossa população. Estamos prontos para trabalhar lado a lado com a Agência na construção de sistemas energéticos mais seguros, resilientes e inclusivos.”
“A decisão dos Ministros de iniciar o processo de adesão do Brasil é uma prova do aprofundamento da parceria entre o Brasil e a AIE”, disse o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.
Como parte do processo de adesão, o Brasil trabalhará com o Secretariado da AIE e os governos membros para atender aos critérios de adesão da Agência, incluindo obrigações relacionadas à manutenção de estoques de petróleo, medidas de resposta a emergências e relatórios de dados, conforme estabelecido nas estruturas de governança da AIE.
O anúncio sobre o Brasil ocorreu durante encontro de líderes globais do setor energético em Paris. O evento de dois dias contou com a presença de altos funcionários governamentais de um número recorde de 54 países, sendo cerca de 40 deles em nível ministerial.