Ministro do TCU alerta para risco à Previdência e aposentadorias

Augusto Nardes citou déficit previdenciário e gastos fora do Orçamento; declaração não representa anúncio de suspensão de benefícios

Crédito: Portal TCU
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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes afirmou que o Brasil poderá enfrentar dificuldades para manter o pagamento de aposentadorias no futuro caso não enfrente desequilíbrios fiscais. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais e repercutiu nesta quarta-feira, 22.

Na gravação, Nardes citou um déficit superior a R$ 404 bilhões na Previdência e afirmou que despesas realizadas fora do Orçamento somariam R$ 326 bilhões. Para o ministro, esse cenário compromete a capacidade de investimento do país e amplia a pressão sobre as contas públicas.

“Como está, não haverá aposentadoria porque não temos mais economia suficiente para pagar nem os aposentados hoje e quem dirá futuramente”, declarou Nardes.

A fala, porém, representa uma avaliação do ministro sobre a sustentabilidade fiscal do sistema. Não há anúncio do TCU, do INSS ou do governo federal sobre interrupção de pagamentos de aposentadorias ou outros benefícios previdenciários.

O Regime Geral de Previdência Social é financiado por contribuições de trabalhadores, empregadores, empresas e outros recursos da seguridade social. O debate sobre seu equilíbrio envolve fatores como arrecadação, despesas, mercado de trabalho formal, envelhecimento da população e regras de concessão de benefícios.

Nardes também voltou a criticar o que classificou como “desorçamentação” de despesas e associou o cenário atual às discussões fiscais que marcaram o processo das chamadas pedaladas fiscais, em 2015, quando foi relator das contas do governo Dilma Rousseff no TCU.

O ministro informou ainda que pretende antecipar sua aposentadoria da Corte para o fim de 2026. A declaração reacende o debate sobre a situação das contas públicas, mas não altera as regras vigentes nem o calendário de pagamentos da Previdência.

Da IstoÉ