Tecnologia & Meio ambiente

Ministro Ricardo Salles é vaiado em evento sobre clima

SÃO PAULO, 21 AGO (ANSA) – O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado nesta quarta-feira (21) durante a Semana Latino-Americana e Caribenha sobre Mudança do Clima, que está ocorrendo em Salvador, na Bahia.   

O público da conferência climática vaiou o ministro quando ele foi chamado para subir ao palco. Alguns participantes também ergueram cartazes com inscrições como “Floresta em pé” e “Mata Atlântica resiste”.   

O incidente ocorreu em meio à crescente discussão sobre desmatamento no Brasil. Nas últimas semanas, a Noruega e a Alemanha decidiram interromper as doações que faziam para o Fundo Amazônia devido aos posicionamentos do atual governo na questão ambiental. Além disso, relatórios periódicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam para um crescimento da incidência de queimadas e desmatamento na Amazônia. Na última segunda-feira (19), partículas de fumaça de incêndios florestais nos estados do Acre e Rondônia, além da Bolívia, chegaram até São Paulo e fizeram o céu escurecer, assustando a população.   

Durante o evento, o ministro, que tinha definido como “sensacionalismo” as notícias sobre as queimadas e desmatamento, prometeu que faria uma vistoria ainda nesta tarde na região afetada pelo fogo na Amazônia.   

“Depois do almoço, vamos diretamente para a Amazônia fazer uma vistoria in loco junto com o governo do Mato Grosso, que é onde vem ocorrendo a maior quantidade dos pontos de queimada. É uma situação realmente preocupante, agravada pelo clima seco, pelo calor. Nós vamos atuar, tanto o ICMBio quanto o Ibama estão com todas as suas equipes de brigadistas, equipamentos, aeronaves e recursos disponíveis para apoiar os governos dos estados nesse combate às queimadas”, afirmou Salles.   

A Semana Latino-Americana e Caribenha sobre Mudança do Clima reúne participantes de 26 países e ocorre até sexta-feira (23). Há três meses, Salles cogitou suspender a realização do evento, organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O ministro, porém, voltou atrás na decisão.   

(ANSA)