Ministro do STJ apresenta licença médica após ser acusado de assédio sexual

Marco Buzzi relatou palpitações poucos dias após ser denunciado por importunação sexual contra jovem de 18 anos

Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi
Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi Foto: reprodução/wikimedia

O ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi está internado em um hospital em Brasília após relatar dores no peito durante a noite de quinta-feira, 5. O problema médico acontece poucos dias após o magistrado ser acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos.

Segundo confirmou o STJ à IstoÉ, Buzzi teria apresentado um atestado que lhe dá direito a pelo menos 10 dias de licença do tribunal, alegando questões de saúde. O boletim médico do hospital DF Star indica que o paciente deu entrada com sintomas de palpitações e precordialgia, sendo internado para acompanhamento e investigação do quadro clínico, conforme relatou a CNN.

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Na terça-feira, 3, o tribunal recebeu um relato de que o ministro Marco Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos. A notícia foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão. O presidente do STJ, Herman Benjamin, foi informado do caso por um grupo de ministras.

O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de “tio”, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia.

Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ: “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz a nota.

Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória.