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Ministro diz fazer ‘faxina’ no MEC e que realiza muito com pouco dinheiro

Crédito: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil

Abraham Weintraub, novo ministro da Educação de Bolsonaro (Crédito: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil)

Em um grande evento com a presença de prefeitos, deputados estaduais e federais, o ministro Abraham Weintraub entregou nesta segunda-feira, 7, 180 ônibus escolares para 144 municípios paulistas. Os veículos, no entanto, foram comprados no ano passado durante a gestão Michel Temer em uma grande licitação para mais de 2 mil unidades.

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Com uma plateia de cerca de 100 pessoas, o ministro fez mais um discurso em que criticou governos petistas e disse que a nova gestão federal está “fazendo uma faxina” no Ministério da Educação e mostrando que é possível fazer “muito com pouco dinheiro”. “Esses ônibus não são do governo federal ou dos municípios. Ele veio do povo, do dinheiro suado do povo. A gente está mostrando que com pouco dinheiro ainda se faz muito nesse País”, disse.

A compra dos ônibus foi feita pelo programa Caminho da Escola, criado em 2007 e que já distribuiu veículos para diversos municípios. As unidades entregues nesta segunda-feira são ainda insuficientes para atender a demanda por transporte escolar no Estado de São Paulo, que apenas na rede estadual de ensino tem mais de 3,8 milhões de alunos.

A licitação e o empenho do recurso foram feitos em novembro do ano passado, quando o MEC era comandado por Rossieli Soares, agora secretário de Educação de São Paulo. “A economia com essa licitação foi de mais de 23% do valor original porque fizemos a compra em larga escala. Espero que a gente continue nesse caminho, brigando por mais recurso para a educação e pela eficiência”, disse.

Ao lado de Rossieli durante a cerimônia, Weintraub afirmou que sua equipe tem encontrado “muita coisa errada e desperdício” no MEC, “mesmo depois de vocês terem feito uma faxina inicial”.

Ataques

Mais uma vez com um discurso inflamado, Weintraub disse que em sua gestão o dinheiro público volta para os contribuintes e não para “safado comprar triplex”, disse que não se deve mais “falar em educação pública, mas ensino. Quem dá educação é a família”. Também afirmou que há “grupos empresariais muito piores” que se aproveitavam do “rumo errado para o qual o País caminhava”.

O tom agressivo de sua fala tem agradado os mais próximos do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), inclusive, aproveitou os dois minutos de fala que teve durante o evento para recomendar aos presentes que sigam o ministro no Twitter – onde é conhecido por frases polêmicas e por fazer piadas contra o PT. “Ele inaugurou um novo estilo de ministro, que não se preocupa tanto com os modos e liturgia do cargo. E, sim, com resultados”, disse.

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