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Ministro defende ações contínuas para combater logística do crime organizado

Para o ministro Torquato Jardim, o crime organizado está perdendo a logística no Rio de Janeiro

Para o ministro Torquato Jardim, o crime organizado está perdendo a logística no Rio de JaneiroIsaac Amorim/MJSP/Divulgação

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, disse hoje (24) que o crime organizado está perdendo a logística no Rio de Janeiro (RJ), devido ao forte cerco que o governo federal vem montando, desde a fronteira até os grandes centros. Segundo ele, em 104 dias a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 111 toneladas de maconha e 2 toneladas de cocaína e crack, além de 1,9 milhão de pacotes de cigarro e 72,8 mil munições de diversos calibres, inclusive de fuzil.

As apreensões ocorreram entre os dias 10 de julho e 22 de outubro, durante a Operação Égide, distribuída em três ‘arcos’: Rio de Janeiro, corredores (Minas Gerais, Goiás e São Paulo) e fronteira (Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Para o ministro, é fundamental inibir os meios logísticos de grandes quadrilhas buscarem a fonte de dinheiro.

“Trata-se de uma ação contínua para obrigar o crime organizado a gastar os recursos que tem. O governo federal cercou a chegada de munição no Rio de Janeiro. Os bandidos estão perdendo a guerra da logística. Está faltando pó para distribuir no Rio de Janeiro. Está faltando munição. Por que? Porque houve estrangulamento logístico. A droga já está mais cara, assim como o cigarro contrabandeado do Paraguai. Isso é bom? É ótimo”, afirmou o ministro, ao participar de um seminário para debater soluções para a crise de segurança pública no Brasil, na Câmara dos Deputados.

Torquato Jardim destacou que os seis principais crimes que atingem o Brasil passam pelo âmbito internacional: tráfico de drogas, de armas, tráfico humano, crimes financeiros, cibernéticos e terrorismo. Segundo ele, muitas vezes esses crimes são cometidos pela internet, e isso pede mudança no olhar sobre a segurança pública e no perfil do policial.

O ministro também destacou que não há solução única, nacional, para o problema da segurança pública. Na visão dele, existem peculiaridades em cada estado que precisam ser consideradas.