O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinícius Marques de Carvalho, afirmou que foi o combate à corrupção, e não a corrupção em si, que aumentou durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi dada nesta segunda-feira, 30, durante a 10ª edição do Seminário Caminhos Contra a Corrupção, na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
Com o petista no Palácio do Planalto e às vésperas de concorrer à reeleição, o Brasil repetiu sua pior posição da história no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.
Em meio aos escândalos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — com suspeita de envolvimento de Fábio Luís da Silva, filho de Lula — e do Banco Master, a corrupção se tornou a principal preocupação do país para 59,9% dos brasileiros, segundo a AtlasIntel.
O ministro afirmou que os dois escândalos, apurados pela Polícia Federal, dificilmente teriam sido revelados sem o “compromisso do atual governo” e lamentou que as investigações sejam confundidas com aumento da corrupção. Segundo Carvalho, ”todo mundo sabe” quando os casos do INSS e do Master começaram — em alusão ao mandato de Jair Bolsonaro (PL), que antecedeu Lula na Presidência da República.
Evento debate corrupção e crise institucional
O Seminário Caminhos Contra a Corrupção, promovido pelo Inac (Instituto Não Aceito Corrupção), ocorre até 31 de março e terá participação de Vinícius Marques de Carvalho, ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Ana Elisa Bechara, diretora da faculdade de direito da USP, e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça.
A IstoÉ terá participação no painel 5, “Corrupção e ESG: a governança é o elo perdido da sustentabilidade?“, com mediação do repórter Leonardo Rodrigues. O debate está marcado para terça-feira, 31, às 10h20.