ROMA, 1 MAR (ANSA) – O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, voltará para Roma em um avião militar após ter ficado bloqueado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por conta das represálias do Irã contra bases americanas no Oriente Médio.
O episódio provocou críticas da oposição, que acusa o governo da premiê Giorgia Meloni de não ter se informado corretamente sobre a possibilidade iminente de um ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocaria retaliações a aliados de Washington na região.
O próprio ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, admitiu que não sabia da viagem de Crosetto.
O ministro da Defesa desembarcou em Dubai na última sexta-feira (27), véspera do início da guerra, em um voo comercial, com o objetivo de se encontrar com a família e retornar com ela para a Itália.
Com o espaço aéreo dos Emirados fechado, Crosetto teve de se deslocar por via terrestre até Mascate, em Omã, onde embarcará em um avião militar italiano, mas sem a família.
“Voltarei sozinho para evitar a exposição de outros que, viajando comigo nas condições atuais, poderiam ficar em risco.
Farei isso com um avião militar e deixarei minha família aqui, após ter me inteirado de que não há riscos relevantes para eles nem para outros cidadãos italianos, a não ser aqueles de nefasta casualidade”, disse o ministro no X.
Segundo Crosetto, ele pagou às Forças Armadas o “triplo da tarifa para passageiros de voos de Estado”, de modo a evitar críticas da oposição pelo uso de um avião oficial.
O ministro também afirmou que Dubai não era considerada como alvo de uma possível resposta iraniana, embora os Emirados Árabes abriguem uma base militar dos EUA. “Além disso, minha presença aqui foi útil na gestão da crise e nas relações com os Emirados”, garantiu. (ANSA).