Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Em março deste ano, a influenciadora Ana Paula Ferreira, conhecida como Ana Pink, e o marido, o advogado Maiclerson Gomes da Silva, foram presos preventivamente durante uma operação do Ministério Público. Ambos são investigados por serem suspeitos de lavagem de dinheiro e organização criminosa em um esquema de supostas fraudes para obter crédito consignado. O caso ocorreu em Ribeirão Preto (SP). As informações são do G1.

Por conta dos filhos, Ana Paula conseguiu o benefício de prisão domiciliar. O marido, conhecido como Maick Gomes, permanece detido no Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto.

“A minha vida hoje está de ponta-cabeça. Todos os nossos bens foram bloqueados. Pior que ter os bens bloqueados é a imagem que foi transmitida a nosso respeito e a todo mundo, porque sempre trabalhei muito forte com a imagem da empresa. Nunca faríamos esse tipo de coisa e eu daria o meu próprio rosto para poder representar essa empresa”, disse a influenciadora.

Conforme o MP, Ana e Maiclerson seriam líderes de um esquema que obteve mais de R$ 10 milhões por mês em empréstimos feitos de maneira indevida. O órgão também destacou que 360 mil pessoas foram lesadas ao terem os seus dados expostos por meio de um hacker contratado pelo grupo.

Segundo a denúncia, a quantia era obtida ilegalmente por meio de fraudes no crédito consignado. O casal concretizava contratos em nomes de terceiros sem o consentimento deles.

Por outro lado, Ana negou que um hacker fornecia os dados das pessoas. “Não existe nenhuma vítima nesse processo, não houve reclamação por parte de nenhum cliente, nem mesmo dos bancos, então eu não faço ideia o porquê de tudo isso. Meus filhos foram muito expostos nesse período.”

Investigações

O casal foi detido em sua residência dentro de um condomínio de luxo em Bonfim Paulista. Na ação, os agentes apreenderam documentos e extratos bancários.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) relatou que o casal sacava valores que não eram compatíveis com a declaração de renda.

Por conta disso, a Justiça bloqueou os bens avaliados em R$ 114 milhões de Ana e Maiclerson e dos outros suspeitos de envolvimento no esquema criminoso.

O Gaeco afirmou que o grupo obtinha informações sigilosas de beneficiários do sistema previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de um software contratado de uma empresa localizada no Vale do Paraíba.

Esses dados eram comprados por Ana Paula e tinham informações sobre o tipo de benefício a receber, existência de possíveis impedimentos, limites para empréstimos, banco e conta em que o benefício era depositado.

“Na verdade, essa pessoa que eles acusam como hacker fornecia um sistema para nós utilizado pelo mercado. Inclusive contratamos através de indicações do mercado para fazer consultas das quais nós podemos fazer porque somos credenciados e certificados. Agora, se ele atua como hacker ou qualquer outra coisa quem tem que dizer é a Justiça, não eu, porque eu nem conheço ele pessoalmente”, finalizou Ana Paula.