Milton Ribeiro só fica no MEC porque Centrão evita a pasta

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Milton Ribeiro só fica no MEC porque Centrão evita a pasta

Catarina Chaves
INSENSATEZ Milton Ribeiro agride crianças com deficiência e prega universidade só para a elite Foto: Catarina Chaves

O ministro da Educação, professor Milton Ribeiro, não caiu do cargo ainda porque os partidos do Centrão evitam a pasta.

Apesar da verba bilionária em diferentes e importantes programas – e a palavra final para abertura de faculdades, um grande filão de políticos há anos – os líderes do Centrão não querem virar alvo diário nas redes sociais dos olavistas, os seguidores do filósofo Olavo de Carvalho, guru dos bolsonaristas.

O MEC não deixa de ser um grande negócio para Bolsonaro, também. Amigos da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ministra Damares Alves (Direitos Humanos e Família), donos de uma universidade paulista particular têm recebido atenção especial nos corredores do ministério.

Quem manda na pasta é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o filho Zero Três do presidente que controla a mãos de ferro o MEC e a Secretaria de Cultura, para manutenção da doutrina olavista na área.