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25 militares venezuelanos pedem asilo ao Brasil; ato contra Maduro tem ao menos 11 presos

25 militares venezuelanos pedem asilo ao Brasil; ato contra Maduro tem ao menos 11 presos

Os venezuelanos fogem do gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança em Caracas - AFP


O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou nesta terça-feira, 30, que militares o apoiam em movimento para acabar com a “usurpação do poder” no país e convocou todos para as ruas do país para pressionar o presidente Nicolás Maduro.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, cerca de 25 militares pediram asilo à embaixada brasileira em Caracas e foram recebidos pelo Brasil. O governo brasileiro não revela, por enquanto, a identidade dos militares que foram acolhidos. A decisão de recebê-los foi do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

Embora a leitura inicial deste gesto seja de que autoridades militares começariam a se desgarrar do presidente Nicolás Maduro, o que reforçaria a situação do presidente autoproclamado Juan Guaidó, fontes do Planalto ressaltam que não há dados concretos sobre isso.

Segundo a ONG Foro Penal Venezuelano, que monitora os protestos contra o chavismo na Venezuela, ao menos 11 pessoas foram presas nos protestos de hoje. Cinco delas em Maracaibo, em Zulia, duas em San Cristóbal, em Táchira, duas no Estado de Lara e duas no Estado de Carabobo.

Mais cedo, blindados antidistúrbio da Guarda Nacional Bolivariana dirigiram-se contra uma multidão de manifestantes contrários ao presidente Nicolás Maduro. Os manifestantes correram para evitar serem atropelados.


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Ainda de madrugada, Guaidó postou um vídeo com um pequeno grupo de homens uniformizados que, segundo ele, foi gravado em La Carlota, a principal base aérea da Venezuela no leste de Caracas.

“Hoje, valentes soldados, valentes patriotas, valentes homens apegados à Constituição, responderam ao nosso chamado, nós também viemos ao chamado, nós definitivamente nos encontramos nas ruas da Venezuela”, disse Guaidó na mensagem.

“Foram anos de medo, o medo que hoje é superado. Hoje como presidente encarregado da Venezuela, legítimo comandante-em-chefe das Forças Armadas, peço a todos os soldados (…) que nos acompanhem neste feito no marco da Constituição, dentro da estrutura da luta não violenta “, acrescentou Guaidó.

O chefe do parlamento também apareceu junto com o líder oposicionista Leopoldo Lopez, seu copartidário que disse que foi “libertado” da prisão domiciliar pelos militares que apoiam Guaidó.

“O chamado é aqui neste momento, na base aérea de La Carota, para acompanhar este processo de cessar definitivo da usurpação de poder”, disse o chefe legislativo, que também pediu a seus seguidores que tomem as ruas da Venezuela.

A Colômbia está em contato com os demais membros do Grupo de Lima para convocar uma reunião de emergência, com o objetivo de apoiar o “retorno da democracia na Venezuela”.

O presidente colombiano, Iván Duque, também pediu aos militares venezuelanos que se unam a Guaidó.

– Tentativa de golpe –

O governo venezuelano denunciou o incidente como uma “tentativa de golpe de Estado” e afirmou que a situação está sob controle.

“No momento, estamos enfrentando e desativando um pequeno grupo de militares traidores que se posicionaram em Altamira para promover um golpe de Estado”, disse o ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez.

“Pedimos ao povo que permaneça em alerta máximo para, junto com as gloriosas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, derrotar a tentativa de golpe e preservar a paz”, acrescentou Rodríguez.

O líder do chavismo, Diosdado Cabello, convocou nesta terça-feira uma manifestação no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, depois que o opositor Juan Guaidó afirmou ter o apoio de “bravos soldados” contra o líder socialista Nicolás Maduro.

“Estamos agora mobilizados e convidamos todo o povo de Caracas: venha para Miraflores. Vamos ver o que eles podem fazer contra o nosso povo”, disse Cabello, presidente da Assembleia Constituinte no poder, em nota na televisão estatal VTV, chamando a ação de Guaidó de “espetáculo grotesco”.

O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, também reportou “normalidade” nos quarteis.

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