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Militares e policiais vão fiscalizar o relaxamento da quarentena no Peru

Militares e policiais vão fiscalizar o relaxamento da quarentena no Peru

Peru inicia o desconfinamento e reativação da economia nesta quarta-feira(01). Mulher anda de bicicleta em frente ao Centro Cultural Cine Olaya, que fechou ao público devido à pandemia de COVID-19 em Lima, em 24 de junho de 2020. - AFP

Militares e policiais vão vigiar mercados, bancos e shoppings no Peru, que inicia o desconfinamento e a reativação da economia nesta quarta-feira(01), após três meses e meio de quarentena pelo coronavírus, informou o governo.

O desconfinamento será iniciado em 18 das 25 regiões do país, incluindo a capital, onde vivem 10 milhões dos 33 milhões de peruanos e onde as autoridades garantem que os contágios do vírus estão em declínio.

O governo manterá sete regiões com incidência de casos alta em quarentena obrigatória, uma medida que afeta pouco mais de seis milhões de pessoas.

As Forças Armadas estão nas ruas desde meados de março, quando o governo decretou a emergência de saúde.

O ministro da Defesa Walter Martos e seu colega do Interior, Gastón Rodríguez, defendiam a ampliação da atuação dos militares, alegando que poderiam ajudar a polícia contra o crime.

Segundo o governo, o objetivo de enviar militares para áreas comerciais é mitigar o risco de um surto devido ao aumento previsível de pessoas nas ruas e nos transportes públicos.

O sistema de saúde peruano opera no limite e entrou em colapso em várias regiões devido à falta de suprimentos, como oxigênio.

Atualmente, 11.000 pacientes com COVID-19 estão hospitalizados e os leitos na saúde pública são escassos.

O Peru inicia seu desconfinamento com sua economia gravemente afetada, após registrar uma baixa de 40% em abril, influenciando fortemente a queda de 13% do PIB nos primeiros quatro meses do ano.

O estado de emergência sanitária e o fechamento das fronteiras foi estendido por todo o território até 31 de julho, com toque de recolher noturno.

Mais de 282.000 contágios e 9.500 mortes foram registrados no país.

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