Militares da Colômbia matam cinco membros do principal cartel de narcotráfico

Militares da Colômbia mataram cinco integrantes do Clã do Golfo, o maior cartel do narcotráfico do país, informou o governo, nesta quarta-feira (28), às vésperas da reunião entre os presidentes Gustavo Petro e Donald Trump.

No encontro entre os mandatários, agendado para 3 de fevereiro na Casa Branca, espera-se que Bogotá e Washington discutam como endurecer o combate ao tráfico de drogas a partir da Colômbia, o principal produtor mundial de cocaína.

Um dos mortos é um líder do Clã do Golfo no Caribe, afirmou o ministro Pedro Sánchez na rede social X, na noite de terça-feira (27). Um funcionário do ministério disse à AFP nesta quarta-feira que, ao todo, foram cinco mortos.

Trump acusou, no ano passado, Petro de não fazer esforços suficientes para enfrentar as máfias e chegou a chamá-lo de “líder do narcotráfico”.

Em meio a confrontos nas redes sociais entre os presidentes, os Estados Unidos impuseram sanções financeiras ao chefe de Estado colombiano.

Petro mantém diálogos com o Clã do Golfo no Catar como parte de uma política de paz para desarmar todos os grupos ilegais, mas, até o momento, nenhuma das negociações deram resultados concretos.

No início de janeiro, Petro conversou por telefone com Trump, após a prisão do deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O governo colombiano assegurou que, na conversa, foi acordado atuar conjuntamente contra o ELN, guerrilha dedicada ao tráfico de drogas na fronteira com a Venezuela.

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