Cerca de vinte militantes da causa curda entraram neste domingo na sede parisiense da Agência France-Presse (AFP) e lá permaneceram mais de uma hora para pedir a libertação de Abdulah Ocalan, líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) preso desde 1999 na Turquia.
Ao grito de “Libertem Ocalan”, os manifestantes ergueram cartazes e fotografias do chefe do PKK.
Fora do edifício, várias dezenas de militantes se reuniram.
Depois de dialogar com os chefes de redação, os militantes deixaram a sede sem incidentes.
Abdulah Ocalan, liderança histórica do PKK, está há 18 anos na prisão de Imrali, na Turquia. Em 1999 foi condenado a morte e sua pena comutada a prisão perpétua.
Ocalan manteve negociações secretas com as autoridades turcas para chegar a um cessar-fogo, aplicado desde 2013. Mas a trégua perdeu efeito há cerca de um ano, e os combates foram retomados no sudeste da Turquia, região de maioria curda.
O conflito entre os rebeldes curdos e as Forças Armadas turcas deixou mais de 40.000 mortos desde 1984.
O PKK é uma organização considerada “terrorista” por Ancara, pela União Europeia e pelos Estados Unidos.