Comportamento

Milhares vão às ruas na Polônia após detenção de uma ativista LGBT

Milhares vão às ruas na Polônia após detenção de uma ativista LGBT

Simpatizantes da população LGBT foi às ruas de Varsóvia para protestar contra a prisão de uma ativista, 8 de agosto de 2020 - AFP

Milhares de pessoas protestaram neste sábado (8) por toda a Polônia em solidariedade à comunidade LGBT e contra a violência policial, um dia depois da prisão de uma ativista dos direitos dos homossexuais e de 50 manifestantes que tentavam impedir a detenção.

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O grupo tentou na sexta-feira à noite evitar a detenção de uma ativista LGBT conhecida como Margot, depois que um tribunal decretou sua prisão preventiva por dois meses.

A maior manifestação aconteceu no centro de Varsóvia, com milhares de pessoas. Algumas exibiam bandeiras ou cartazes arco-íris.

“Nos reunimos para protestar juntos contra a violência e a homofobia sistêmica”, declararam os organizadores, uma coalizão de grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, em comunicado.

“Empatia, solidariedade, ação!”, dizia um dos cartazes, enquanto alguns manifestantes ecoavam insultos contra a polícia e outros gritavam “Você nunca caminhará sozinha!”, em referência à ativista presa.

Em Lublin, uma cidade ao sudeste de Varsóvia que se declarou “zona sem LGBT”, um pequeno grupo de manifestantes, em sua maioria formado por jovens, desfilou e se reuniu em frente à sede da procuradoria local.

“Gay por nascimento, orgulhoso por escolha” e “a solidariedade é nossa arma”, proclamavam os cartazes.

“Estamos cansados deste governo”, declarou Julia, de 17 anos, que se negou a dar seu sobrenome por medo de represálias.

– “Libertação imediata” –

Somente 29% dos poloneses apoiam o casamento entre homossexuais, de acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto CBOS em 2019.

Durante a campanha eleitoral antes das eleições presidenciais de julho, os conservadores no poder na Polônia, um país muito católico, usaram uma retórica anti-LGBT, o que resultou em protestos de entidades internacionais.

O presidente conservador Andrzej Duda, que foi reeleito, comparou na época a “ideologia LGBT” ao “neobolchevismo”.

Na última quinta-feira, ao prestar juramento no Parlamento, os deputados de esquerda exibiram as cores da bandeira arco-íris, que se tornou um símbolo contra o governo da Polônia, principalmente nos últimos meses.

Nesta semana, a polícia polonesa acusou três pessoas de profanar estátuas e de atentar contra a religiosidade, após manifestantes cobrirem vários monumentos de Varsóvia, incluindo um em homenagem a Jesus Cristo, com bandeiras LGBT.

Margot, cuja prisão na sexta-feira provocou confrontos com a polícia, foi levada sob sua identidade masculina ao tribunal. Ela é acusada de ter danificado em junho uma vã que exibia frases homofóbicas e de ter empurrado uma voluntária de uma fundação antiaborto, dona do veículo.

Durante os confrontos de sexta-feira, 48 pessoas foram presas.

A prisão de Margot provocou protestos da oposição e de instituições internacionais.

“Peço a libertação imediata da ativista LGBT Margot. A ordem de prendê-la por dois meses envia um sinal muito assustador para a liberdade de expressão e os direitos dos LGBTs na Polônia”, escreveu neste sábado no Twitter a comissária dos Direitos Humanos do Conselho Europeu, Dunja Mijatovic.

“Eu gostaria que perseguissem os criminosos perigosos com tanto afinco como os militantes”, declarou na sexta-feira Hanna-Gill Piatek, uma deputada de esquerda presente na manifestação.

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